quarta-feira, 24 de julho de 2013

CADA VEZ MAIS GUARDIÃ - AQUELA QUE JÁ SE CHAMOU ÁRVORE DO ESQUECIMENTO

Raça Brasil | Cada vez mais guardiã - Aquela que já se chamou a árvore do esquecimento se transformou no símbolo maior da preservação de nossas memórias e na plenitude da existência de nosso povo na diáspora





POR OSWALDO FAUSTINO


Para o escritor Antoine de Saint-Exupéry, em seu Pequeno Príncipe, livro de cabeceira de várias gerações – com mais de 230 traduções em todo mundo –, o baobá representava um grande perigo, quer pelas dimensões que atinge, quer pelas raízes que tanto se aprofundam quanto se espalham. O pequenino protagonista da obra passa um capítulo inteiro empenhado em destruir todas as suas “terríveis” e “más” sementes que infestam o solo de seu planetinha. Eu era criança quando esse livro caiu em minhas mãos e o tal baobá diabolizado pelo simpático e loiro herói, com quem eu havia aprendido que “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, enraizou-se em meu imaginário como um símbolo de terror, de destruição, cuja semente deve ser extirpada a qualquer custo.
Diz a lenda que antes de serem embarcados nos navios negreiros, os escravizados africanos, sob chibatadas, eram obrigados a dar dezenas de voltas em torno de um imenso baobá – também chamado de embondeiro, em alguns países –, enquanto negavam seus nomes, suas crenças, suas origens, seu território, enfim, sua essência, para em seguida serem batizados com uma identidade cristã-ocidental e enviados para o cativeiro. Por isso, o baobá passou a ser chamado de a “árvore do esquecimento”, afinal, os “esquecidos” teriam deixado depositadas alí, no tal baobá, suas verdadeiras identidades e memórias.
Outros autores, alguns pensadores, cientistas e vários políticos, ao longo de nossa história, também têm se empenhado em alardear o quanto é fundamental a extinção das sementes e raízes africanas para o sucesso do modelo de sociedade que se impôs ao nosso País, cuja terra fértil “em se plantando, tudo dá”.
“[O BAOBÁ É] SÍMBOLO DE MADAGASCAR E EMBLEMA NACIONAL DO SENEGAL, COM FORTE CARGA CULTURAL EM VÁRIOS PAÍSES AFRICANOS. NÃO À TOA , RECEBE TAMBÉM O NOME DE ‘ÁRVORE DA VIDA’.”
QUE ÁRVORE É ESSA, AFINAL?Leitura indispensável para todas as crianças e adultos, A Semente que Veio da África, de minha amiga antropóloga social Heloisa Pires Lima e seus parceiros, o costa-marfiense Georges Gneka e o moçambicano Mário Lemos, me fizeram refletir sobre o que realmente está por trás desses temores. A árvore se chama cientificamente de Adansonia – encontrada em oito espécies –, símbolo de Madagascar e emblema nacional do Senegal, com forte carga cultural em vários países africanos. Não à toa, recebe também o nome de “árvore da vida”. Com seus frutos, a mukua, riquíssimos em vitaminas e sais minerais, e a grande quantidade de água guardada em seu tronco, alimenta e sacia a sede de um número grande de pessoas. Ela vive cerca de 6 mil anos e é considerada um elo de ligação entre os povos, seus ancestrais e suas divindades. Aos seus pés, em países como o Mali, são sepultados os griots, guardiões e propagadores das histórias de seu povo, para que suas memórias fiquem ali depositadas.
“A sabedoria é como o tronco de um embondeiro. Uma pessoa sozinha não consegue abraçá-lo”, diz um provérbio de Moçambique. Talvez seja essa sabedoria africana e o que ela representa que assustam tanto aqueles que se desesperam diante da possibilidade da disseminação dessas sementes e raízes. Sequestrados e trazidos à força para as Américas, os sobreviventes do banzo construíram com sua força de trabalho, mas também com seus saberes, as riquezas das nações para as quais a diáspora os levou.
Em minhas reflexões, concluí que cada um desses africanos e de seus descendentes transformou-se numa semente de baobá. O interessante é que, a partir do momento em que nos debruçamos sobre essas reflexões, nada mais consegue nos deter. Eu concluí meu conto intitulado “Uma Sede de Beber o Mar” com o seguinte pensamento: “... ao pé do baobá, você jamais se sente saciado. Sempre querer mais, muito mais”.
A MULTIPLICAÇÃO DOS BAOBÁSDesde o ano 2000, na Vila Matilde, zona leste da capital paulista, essa árvore floresce, em forma de sonoridades, danças e outros tipos de manifestações culturais afrobrasileiras. Trata-se do Coral Baobá, formado por crianças e adolescentes de origens étnicas diversas, fomentado por uma associação fundada por um grupo de artistas, educadoras, intelectuais e empresárias. Através da preparação vocal e corporal, da contação de histórias e de outras práticas, são transmitidos conhecimentos e exercitadas vivências de africanidade.
Durante o recente lançamento do documentário Raça, de Joelzito Araújo e Megan Mylan, o público foi informado de que a totalidade da renda de exibição desse filme será doada ao Fundo Baobá para Equidade Racial, uma organização sem fins lucrativos que visa mobilizar pessoas e recursos em apoio a projetos de organizações afro-brasileiras que objetivem a equidade racial. Criado em 2011 como uma das estratégias de saída do país da Fundação Kellogg, o Fundo Baobá reúne intelectuais e ativistas afrobrasileiros para debater alternativas que ajudem a garantir a sustentabilidade político-financeira dos projetos desenvolvidos por essas organizações. A Fundação deixou um legado de US$ 25 milhões, ao qual se deve somar igual valor, advindo de doações, recursos de indivíduos, governos e empresas, assim como a iniciativa dos produtores do documentário.
Dessa forma, vemos florescerem baobás – plantas, pessoas, organizações – que se somam a tantos existentes país afora, como aquele plantado, em 2002, na praça junto à escola de Geografia da Unicamp, em homenagem a Milton Santos. A placa de identificação registra que, assim como o grande geógrafo de reconhecimento internacional, o baobá é “símbolo da resistência do povo negro”.

DILMA SE COMPROMETE COM MOVIMENTOS NEGROS A REFORÇAR POLÍTICAS AFIRMATIVAS



  Dilma se compromete com movimentos negros a reforçar políticas afirmativas
Representantes da sociedade civil cobram no Palácio do Planalto auxílio para cotistas e bolsistas do ProUni. Governo volta a prometer cotas em concursos públicos

REDAÇÃO RBA
A presidenta Dilma Rousseff se comprometeu a reforçar as políticas afirmativas dos últimos dez anos em audiência com representantes de 20 movimentos ligados à questão da igualdade racial. Em encontro ontem (19) no Palácio do Planalto, os integrantes de organizações da sociedade civil admitiram os avanços dos governos do PT, mas cobraram que se dê novos passos para fortalecer conquistas.
A questão educacional teve papel central no encontro, de acordo com relatos dos presentes. Os movimentos pediram auxílio financeiro para a permanência de afrodescentes cotistas em universidades públicas e para bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni). Outro pedido é de que seja feita uma reserva de vagas no programa Ciência sem Fronteiras, que estimula jovens estudantes a fazerem intercâmbio.
Para Valdeci Pedreira do Nascimento, do Instituto Odara da Mulher Negra, o encontro com a presidenta foi importante para passar a limpo as ações fundamentais para a sociedade civil. "Positivo o movimento sentar, chegar num mínimo de unidade no sentido de apresentar essas proposições, considerando inclusive a reforma política como uma das ações estruturantes e de mudanças relevantes que devem acontecer no nosso país, como também apresentar as avaliações positivas e apontar as negativas e garantir desdobramentos num conjunto de ações que para nós são prioritárias, e ouvir da presidente um compromisso dela em promover a igualdade no país, com todos os desafios que tem", afirmou.
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, prometeu entregar até o fim deste ano a Dilma uma proposta de decreto presidencial para regulamentar as cotas para negros nos concursos públicos federais, de acordo com o que prevê o Estatuto da Igualdade Racial. Esta promessa já havia sido feita no ano passado, mas, até agora, não se transformou em realidade.
"Hoje a presidenta reafirmou a posição que ela tem de que a questão das ações afirmativas, e mais especificamente a das cotas, constitui um elemento central da luta pela promoção da igualdade no Brasil", disse a ministra. "Agora, dentro do governo, o que nós temos que buscar em relação às cotas no serviço público é toda a segurança jurídica necessária para que essa medida possa ser levada para avaliação final da presidenta."
Frei David, diretor-executivo da Educafro, organização não governamental que tem a missão de promover a inclusão da população negra e pobre nas universidades públicas e particulares, disse que a cota racial no serviço público é o reconhecimento do povo negro, que "há 513 anos [está] sofrendo, querendo inclusão". "Entendemos que a cota no serviço público é o empoderamento de um povo que, quanto mais tiver empoderamento, mais tranquilidade vamos ter e menos violência", acrescentou.
Um dos participantes da reunião foi o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que defendeu a necessidade de ações afirmativas para o acesso de negros ao ensino superior e também o compromisso com a implementação da Lei 10.639, de 2003, que torna obrigatória o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas. "Foi tratado como um elemento muito importante para que se combata o racismo e os preconceitos contra as matrizes africanas no Brasil", relatou Luiza Bairros.
Além dos temas educacionais e do serviço público, a ministra ressaltou a discussão sobre o alto índice de violência contra jovens negros no país. "A questão do extermínio da juventude negra, das mortes violentas entre os jovens negros, foi objeto de comentários da Presidência da República, que chegou, inclusive, a sugerir a formação de um fórum", disse ela. Segundo ela, o fórum seria coordenado pela Seppir e pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) para discutir com mais profundidade políticas de segurança que levem em conta a situação da juventude negra no país.
"Entendemos que há um tipo de ditadura da polícia e um desamparo, com muitos negros sendo assassinados. Queremos que o governo indenize todas as famílias de negros hoje assassinados nos quatro cantos do Brasil", disse Frei David em entrevista à TVT. "Colocamos a questão dos quilombos, outro desafio grande para o Brasil porque latifundiários estão tomando a terra dos quilombolas. Colocamos a questão do desrespeito às religiões de matriz africana como desafio a ser enfrentado pelo governo. E o drama das mulheres que, em todos os cargos, tanto em empresas públicas como em empresas privadas, a mulher negra é a mais das mais discriminadas."
Edson França, da União de Negros pela Igualdade (Unegro), também avaliou positivamente o encontro e falou a respeito das proposições feitas à presidenta. "Trabalhamos alguns eixos que consideramos importantes, tendo como ponto focal a reforma política", disse. "Não é negar aquilo que foi feito. Não é negar os grandes avanços, não é negar que as políticas sociais implementadas nestes dez anos atendem a população negra. Mas compreendemos que o Brasil tem uma estrutura de desigualdade em que o racismo joga um papel muito importante."
Com informações do Blog do Planalto e da Agência Brasil.

sábado, 20 de julho de 2013

MENINO MARROM

Meu pai era negro, eu sou, meu filho e meu neto são marrons, minha mãe é uma mistura de negro e índia e todos nós sabemos o que significa cor de pele em nossa sociedade. Meu pai, Sr. Odilon passou poucas e boas mas ele parecia um rei a comandava seua aúditos com uma dignidade impressionante, para que eles não percebessem o que uma cor de pele poderia provocar na vida de cada um deles. Ele deixou que crescêssemos e nos fortificássemos para que a nossa defesa viesse de algum lugar muito mais forte que a simples menção da cor de pele. Meu pai, meu filho e meu neto estão nas fotos e são marrons e preparados para vida.




Autor: Ziraldo

O Menino Marrom conta a história da amizade entre dois meninos: um negro e um branco. Através das aventuras dessas crianças, o autor pontua as diferenças humanas, realçando os preconceitos em alguns momentos Fonte: Educar para Crescer

10 dicas para ensinar seu filho a se valorizar

1 - Fale sobre as diferenças, e as origens diferentes de cada povo, sem fazer juízos de valor

2 - Não existe cabelo ruim. Cada tipo requer um cuidado específico. Estimule seu filho a cuidar bem da pele e dos cabelos, independentemente da cor deles

3 - Invista na autoestima. Destacar habilidades, e não defeitos, é o primeiro passo

4 - Abra espaço para o diálogo. Assim, quando se sentir inseguro, ele vai ter com quem desabafar

5 - Quando seu filho estiver falando, permita que ele vá até o fim. Tente entender seu ponto de vista

6 - Se ele reclamar que sofreu preconceito ou piadinhas na escola, não diga que é besteira e pronto. Deixe claro que isso é um abuso e estimule-o a denunciar

7 - Crianças e adolescentes adoram sonhar. Não diga que é impossível

8 - Estimule-l a fazer o melhor que pode, mas sem competição com os demais

9 - Expresse verbalmente e por gestos seu amor por seus filhos. Com elogios, eles crescerão bem mais seguros

10 - Aproveite livros, jornais e até novelas para discutir a questão racial com seus filhos novembro 18, 2010

A TERCEIRA ONDA: UM EXPERIMENTO

Evandro Venicio: A Terceira Onda: Um Experimento A Terceira Onda: Um Experimento Em Psicologia, Em Sociologia quinta-feira, 1 de janeiro de 2009 Durante a primeira semana de 1967, o professor de história Ron Jones iniciou um experimento prático para demonstrar à classe de História Contemporânea de Cubberley High School, na California, como se dá a organização de um movimento como o nazismo. A motivação surgiu numa discussão entre seus alunos a respeito de como os nazistas puderam chegar no poder, assim como sustentar para toda a nação alemã que ali se realizava algo bom. Em contrapartida, como o povo alemão pôde ignorar as atrocidades cometidas contra os judeus? A primeira vista, a insanidade que envolve o nazismo parece não conseguir se justificar em si mesmo. O movimento parece tão obscuro e delirante que as pessoas simplesmente não conseguem entender tal organização. O simples fato do nazismo ter sido apoiado por uma quantidade imensa de colaboradores parece surreal. Uma vez, Hannah Arendt, filósofa alemã e judia, estava presente no julgamento de um dos grandes malfeitores do nazismo, que ao ser questionado sobre o porquê que ele participou daquelas barbáries acabou por responder que ele só estava cumprindo ordens. A filósofa, sem entender, afirmou: o nazismo é o maior caso de histeria coletiva da história. Afinal, a tortura, a crueldade e o assassinato podem explicar sua existência simplesmente através de uma obediência cega? Será que ninguém se recusaria a cumprir ordens que atentassem contra a vida humana? Aparentemente, parece simples enxergar o mal por trás do nazismo e tomar partido contra o movimento. Porém a coisa não funciona bem assim, e foi isto que Ron Jones quis demonstrar aos seus alunos, na impossibilidade de explicar, ao iniciar o experimento chamado The Third Wave (Em português, a terceira onda). Ron Jones, segundo ele diz, trouxe elementos de um grupo autocrático para a sala de aula de modo que a partir daquele momento os alunos o obedeceriam seguindo regras rígidas de disciplina. Seguindo um discurso autoritário e inflamado, cujo propósito seria a obtenção de poder, os alunos começaram a ficar empolgados com o projeto e começaram a vivenciar em suas rotinas as regras impostas pelo professor. Entre as regras, eles deveriam se sentar com postura correta na sala de aula, deveriam se levantarem para responder ou formular questionamentos, deveriam ser sempre objetivos e direcionarem-se diante professor sempre por Senhor Jones. Logo eles compraram o slogan “poder através da disciplina”. Durante a semana, o professor Ron Jones fez um discurso da importância de um grupo alinhado e de como ele seria indestrutível, visto que é mais fácil lutar por um ideal em grupo do que sozinhos. Sendo assim eles adicionaram um novo objetivo: poder através da união. Então adotaram um símbolo, um cumprimento padrão, que identificava os seus membros, e um nome: The Third Wave. Logo a escola foi contaminada pelo The Third Wave e alunos de outras turmas começaram a fazer parte do grupo, que contagiava à todos por um modismo onde ninguém queria ficar de fora. O próprio professor começou a gostar de tudo aquilo, visto o controle e o respeito que ele tinha mediante os seus alunos. The Third Wave começou a perder o tom de uma experiência corriqueira e ganhar a realidade. Precisou que um aluno o questionasse para que ele acordasse de seu próprio feitiço: aonde estava o valor da liberdade individual de cada um? Onde residia a identidade de cada aluno que fazia parte do grupo, visto que todos pensavam e faziam as mesmas coisas? Onde estava a glória em fazer parte de algo assim? Enfim, Ron Jones planejou como finalizar o experimento de como que eles pudessem enxergar o que havia acontecido. Ron Jones marcou uma reunião com todo o grupo, que havia ficado gigante em relação ao início, e disse que o que estava acontecendo ali não era diferente de como aconteceu no nazismo: um bando de pessoas que, cegamente, seguia rigidamente as ordens de um ditador, excitados pelo contágio repentino, sem questionar cada passo que era dado. Em uma menor escala, ali estava uma representação infíma do que foi o nazismo na Alemanha de Hitler. Era o fim da experiência. O episódio deu origem à um livro que romantiza a experiência, escrito pelo próprio Ron Jones, um curtametragem de 1981 para a televisão, chamado The Wave, do canal ABC, e um longametragem alemão chamado Die Welle. De fato, o que temos é um episódio claro de condicionamento e lavagem cerebral, algo que sabemos que existe mas que parece estar tão distante de nós. O que não é verdade. O tempo inteiro somos vítimas de um pensamento padrozinado, principalmente pela força da mídia, que molda, inclusive, o nosso olhar. Um dia as mulheres bonitas eram as obesas, hoje o padrão de beleza está nas mulheres magras, ou seja, a nossa visão é condicionada a enxergar o belo através de um discurso global. Assim também funciona os movimentos de massa, cujos crimes são justificados por algo maior e as pessoas acabam por se isentar das responsabilidades da vida. Aí está a vida como ela é.

10 MOTIVOS PARA NÃO EXPOR AS CRIANÇAS Â PUBLICIDADE

10 Motivos para não expor as crianças à publicidade

 1. É ILEGAL O Código de Defesa do Consumidor já define que a publicidade que se aproveita da ingenuidade infantil é considerada abusiva, proibindo essa prática.

 2. É IMORAL Crianças são utilizadas como promotoras de produtos para elas e seus pais. Personagens e ídolos infantis são associados a marcas para atrair atenção desse público.

 3. ENGORDA Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os governos têm a responsabilidade de desenvolver políticas públicas para reduzir o impacto do marketing de alimentos e bebidas com baixo teor nutricional sobre as crianças. Pesquisa realizada pela Universidade de Oxford revelou que uma em cada sete crianças norte-americanas obesas não teria problemas de sobrepeos se não tivesse sido exposta a publicidade de alimentos não saudáveis na tevê. Mais de 15% das crianças brasileiras estão obesas.

 4. NÃO É SUSTENTÁVEL Estudos mostram que nós já consumimos quase um terço a mais do que a capacidade da Terra nos disponibiliza. Estimular o consumo sem reflexão vai na contramão da formação que estamos tentando dar a nossas crianças.

 5. EROTIZA Sutiã com enchimento para meninas de 6 anos, cremes antienvelhecimento para crianças de 8, bonecas com maquiagem, crianças vestidas como miniadultas, festas de aniversário em salões de beleza. Tudo isso está ligado a ações de marketing.

 6. DISTORCE VALORES A publicidade diz a crianças e adolescentes que eles só serão felizes se possuírem ou usarem determinado produto, perpetuando a cultura de que é preciso ter para ser. Boa parte das publicidades estimula a competição, o individualismo, o preconceito e a adulação como forma de conseguir o produto anunciado, além de contribuir para o consumo precoce de álcool e tabaco e para a diminuição das brincadeiras criativas.

 7. ESTRESSA A FAMÍLIA A publicidade infantil é pensada minunciosamente, de forma que as crianças sejam estimuladas a pedir o produto repetidamente para vencer os pais pelo cansaço - esse é o chamado "fator amolação", amplamente estudado e usado pela indústria do marketing.

 8. ESTIMULA A VIOLÊNCIA Pesquisa mostra que o acesso rápido ao consumo, a independência e o prestígio são os principais motivadores de delitos entre os internos da Fundação Casa (SP). Como a publicidade passa a ideia de que só quem tem está inserido na sociedade, crianças e adolescentes acabam usando da violência para conseguir aquilo que acreditam ser necessário para serem aceitos.

 9. SE APROVEITA DA AUSÊNCIA DOS ADULTOS Mais de 85% das crianças brasileiras assistem a tevê diariamente em um tempo médio de mais de 5 horas. A mãe e o pai trabalham fora o dia todo para sustentar a casa e seus filhos. Cenário ideal para a publicidade infantil invadir sua casa e ocupar seu espaço. 

10. NÃO SE SUBMETE A NINGUÉM No Brasil, não há um órgão que fiscalize os abusos cometidos pelo mercado publicitário. As agências e os anunciantaes atuam apenas com base em um acordo de autorregulamentação, que não prioriza os interesses do cidadão e não protege a infância.



























Saiba mais: http://consumismoeinfancia.com

EXCLUSÃO: POR QUE EXISTE?