quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

NOTA POLÍTICA 24 DE DEZEMBRO: O DIA DA REVOLTA! EXATAMENTE UM ANO APÓS A MORTE DE MARISA LETICIA



Colaboratório.org
Publicado por Maristela Farias

VÃO PRENDER LULA. DIA E HORA MARCADA. ELE VAI SER JULGADO JUSTAMENTE NO DIA QUE A MARISA LETÍCIA MORREU HÁ UM ANO ATRÁS.. VAMOS CONTINUAR CALADOS?

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VÃO PRENDER LULA. DIA E HORA MARCADA. ELE VAI SER JULGADO JUSTAMENTE NO DIA QUE A MARISA LETÍCIA MORREU HÁ UM ANO ATRÁS.. VAMOS CONTINUAR CALADOS?
Instigar o ódio é a última coisa que devemos fazer, mas pessoalmente dizer que odeio o Moro e sua caterva mentirosa, e vendida, o golpista Temer e todos os seus puxa saco e desejar que se danem para os infernos mais profundos se é que eles existem, é o mínimo que posso sentir. Estou sendo agredida primeiro em todos os sentidos, para agredir, juntamente com todos os brasileiros que estão revoltados com o posicionamento da justiça brasileira e de todos os que colocaram o país na situação que está. Não tem como não ficarmos furiosos, indignados, revoltados.
"A hora é de ação, não de palavras, transformar a fúria e revolta, a indignação e mesmo o ódio em energia, para a luta e o combate. Todos a Porto Alegre dia 24, o dia da revolta", diz Dirceu. "Criar mobilizar um dois três.... milhares de comitês em defesa de Lula. Denunciar, desmascarar e combater a fraude jurídica e o golpe político. As ruas para ir as urnas e derrotar os inimigos da democracia da soberania do povo trabalhador e do Brasil"(José Dirceu)
Imaginem o que significa para o ex-Presidente Lula, que no mesmo dia em que o Globo pediu a prisão de Lula num editorial de dez linhas, o TRF 4, obedecendo ordens da globo marcou o julgamento para 24 de janeiro, e, num requinte de crueldade que, certamente premeditado pelos desembargadores, marcaram o julgamento no dia do aniversário de morte de Marisa Letícia, vítima de um AVC.
Mesmo liderando a preferência da maioria dos brasileiros em todas as pesquisas para retornar à Presidência, o ex-presidente Lula, segundo o juiz federal Sérgio Moro, autor da condenação contra Lula que deverá ser confirmada pelo TRF-4 no dia 24 de janeiro, não irá disputar as eleições do próximo ano; segundo informação do colunista Gabriel Mascarenhas; "Reservadamente, Sergio Moro tem dito que sequer cogita a possibilidade de o petista conseguir disputar a eleição de 2018". E não cogita porque? O Dr. é um covarde e se utiliza de suas prerrogativas para atacar o povo brasileiro. É um covarde e está desafiando nossa capacidade de indignação. Desconfio que sua raiva se torna cada vez maior porque ele acreditava estar capacitado para ocupar a liderança do Lula. Enganou-se. Aconteça o que acontecer, ele continuará a ser UM JUIZ CAÇADOR DE CORRUPTO, como o COLLOR DE MELLO ERA UM CAÇADOR DE MARAJÁS, até que se descobriram todos os seus podres. Ainda espero que todas as denuncia do Tacla Duran o transformem no COLLOR DOS COXAS.
A Presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann comentou, em nota, a decisão a jato do TRF-4 de marcar para 24 de janeiro o julgamento do recurso do ex-presidente Lula contra sua condenação; a dirigente do PT destaca que Lula é o maior líder político do Brasil e que sua candidatura a presidente pertence ao povo brasileiro e garante que ele será candidato; "Os golpistas e seus aliados investem em saídas artificiais e antidemocráticas para impedir a volta de Lula ao governo. Se têm a expectativa de ver Lula inelegível a partir do julgamento da apelação, enganam-se. Qualquer discussão ou questionamento sobre sua candidatura só se dará após o registro no Tribunal Superior Eleitoral, em agosto", diz Gleisi
Foram apenas 42 dias entre a condenação e o início da tramitação do recurso na segunda instância, um recorde absoluto. Para citar apenas um único caso, a indenização dos familiares do vôo da TAM levou dez anos para sair. No próprio tribunal, a média dos demais recursos, nesse mesmo percurso, foi de 96 dias, segundo a Folha.
Em nota, Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente, afirmou que “espera que a explicação para essa tramitação recorde seja a facilidade de constatar a nulidade do processo e inocência”,o que infelizmente não acreditamos, diante das ameaças constantes dos desembargadores do TRF-4, mas de uma coisa temos absoluta certeza: “Não tem explicação nenhuma, a não ser o medo de Lula ganhar. Cada pesquisa é um prego doído nos olhos de quem apostou que Sergio Moro mataria a possibilidade de Lula nas urnas.
O Jornalista Kiko Junqueira do DCM escreveu o sentimento de muitos de nós, ao afirmar que “o Brasil nunca foi tão canalha, a novela nunca foi tão previsível, os jogadores nunca foram tão explícitos. Gilmar Mendes vai narrando a farsa, os procuradores da Lava Jato dão aulas públicas de ética, o decoro e as aparências vão para o buraco.
Eles contam com a apatia do povo e das chamadas forças progressistas — que, nas palavras de Aldo Fornazieri, “foram derrotadas até mesmo quanto o elemento militar não interveio no jogo político”
.
O que resta a Lula é a força da população, de ser o maior líder popular da nossa história — e ele nunca será perdoado por isso.
O TESTE DE SOBREVIVÊNCIA DA DEMOCRACIA BRASILEIRA É A DEFESA DE LULA NAS RUAS. SE NADA ACONTECER, É PROVA DE QUE NOSSA SERVIDÃO É VOLUNTÁRIA E NOSSA VOCAÇÃO PARA A SUBMISSÃO E A VIRA LATICE INVENCÍVEL.
Uma oportunidade incrível se coloca à nossa frente. Mais uma vez: é guerra. Fique feliz por isso.”
Maristela Farias – Jornalista DRT 1778/PE

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

NOTA POLÍITICA MARIGHELLA, UM VERDADEIRO BRASILEIRO, UM PATRIOTA

MARIGHELLA, UM VERDADEIRO BRASILEIRO, UM PATRIOTA

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Segundo Luiz Fernando Leal Padulla, no portal Vermelho ao ler, entender e conhecer sobre este soteropolitano, todo estigma – ditado pela direita desesperada e reacionária – carregado por Marighella, se desfaz como pó, dando espaço para a verdade e você vai perceber que estão te vendendo sempre em submissão aos interêsses do capital. Não julgue Carlos Marighella antes de conhecer sua biografia e seu ideal. Marighella foi sim um herói, que bateu de frente contra os interesses imperialistas e capitalistas dos EUA.
RONDÓ DA LIBERDADE
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que revoltam contra a escravidão.
Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
O homem deve ser livre…
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.
É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.
Sabes de quem é esta poesia que fala de liberdade, que é preciso não ter medo que o homem deve ser livre e que acima de tudo é preciso ter coragem de dizer? Esta poesia e outras, muitas outras é do político, guerrilheiro e poeta, Carlos Marighella que vivenciou a repressão de dois regimes autoritários: o Estado Novo (1937-1945), de Getúlio Vargas, e a ditadura militar iniciada em 1964. Foi um dos principais organizadores da resistência contra o regime militar e chegou a ser considerado o inimigo número um da ditadura.
Começou bem jovem e sua primeira prisão ocorreu em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor Juracy Magalhães. Em 1936, abandonou o curso de Engenharia Civil e se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), na época dirigido por figuras históricas como Astrojildo Pereira e Luís Carlos Prestes. Tornou-se, militante profissional do partido e se mudou para o Rio de Janeiro.Durante a ditadura na Era Vargas, foi preso por subversão e torturado pela polícia de Filinto Müller duas vezes. Ficou na prisão até 1945, quando foi beneficiado com a anistia pelo processo de redemocratização do país.
Elegeu-se deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1946, como um dos mais bem votados da época. Mas, nesse mesmo ano, Marighella voltou a perder o mandato porque o governo Dutra, por orientação do governo estadunidense, cassou todos os políticos filiados a partidos comunistas e Impedido de atuar pelas vias legais, retornou à clandestinidade e ocupou diversos cargos na direção partidária. Convidado pelo Comitê Central, passou os anos de 1953 e 1954 na China, para conhecer de perto a Revolução Chinesa.
Pouco se ouve falar sobre Carlos. E quando se vê alguma coisa, é com aspecto negativo.
Isso porque temos dois tipos de geração: aqueles nascidos durante a época da Guerra Fria, e aqueles cuja paciência para leitura é praticamente nula, restringindo-se às manchetes e memes das redes sociais.
Para os mais velhos, ainda sobrevive em seu subconsciente a visão de “comunistas comedores de criancinhas”, afinal, foi esse tipo de propaganda difundida pelos yankes para condenar o comunismo/socialismo – basta lembrar os aviões dos EUA que sobrevoavam a ilha de Cuba lançando panfletos que amedrontavam o povo cubano, alertando para o “perigo” dos revolucionários. À época, pouca informação – e principalmente pouco acesso a ela – se tinha. Ao horrorizar a população, tudo aquilo que tinha uma estrela vermelha era rapidamente recriminado, temido e rechaçado.
No Brasil, o golpe militar de 1964, por não ter encontrado quase nenhuma resistência, deixou perplexos setores organizados da esquerda e movimentos sociais que apoiavam o governo Goulart. A impressão era de que as esquerdas que prometiam a revolução se rendiam sem conseguir entender a situação. O velho clichê que afirmava o brasileiro como passivo e distante da política parecia se confirmar. Tal como estamos vivenciando com o golpista Temer e o Juiz Moro, que nem gosto de ler nada a respeito nem de escrever.
Em 1964, os trabalhadores urbanos tiveram seus líderes duramente reprimidos e amargavam nas prisões enquanto seus sindicatos estavam sob intervenção, tinham se calado. Os camponeses e trabalhadores rurais, principalmente do Nordeste, estavam submetidos pelo terror. Em especial os das Ligas Camponesas, cujos líderes foram caçados e muitos deles executados pelo Exército e por capangas de latifundiários.
Em maio de 1964, após o golpe militar, Marighella foi baleado e preso por agentes do DOPS dentro de um cinema, no Rio. Libertado em 1965 por decisão judicial, no ano seguinte decidiu se engajar na luta armada contra a ditadura e escreveu o livro “A crise brasileira”.
Além das referidas manifestações dos intelectuais, em 1965, exatamente um ano depois do golpe, houve uma tentativa de organizar a resistência armada. Foi uma ação de guerrilha, patrocinada por Leonel Brizola e comandada pelo coronel Jefferson Cardim, no interior do Rio Grande do Sul. A ação não recebeu o apoio esperado e foi facilmente dominada. Mas já era o prenúncio do que viria mais tarde, com mais força.
Mas o espírito de resistência cresceu a partir de 1966 e foi aumentando com o decorrer dos anos, à medida que o programa econômico da ditadura ampliava a concentração da riqueza e o empobrecimento dos trabalhadores, e que o regime repressivo não dava espaço para as reivindicações populares. Assim, o sentimento de oposição alcançou novos setores até se tornar um amplo movimento de opinião e de militância pela democratização da sociedade. Esta Visão daquele período nos dá um animo para que a resistência cresça. O programa do Temer já está insuportável e as reivindicações populares estão silenciosas exceto do MST e do MTST que não se calam diante das aberrações do golpista e seus agregados tipo Meirelles, Marun e Cia.
Com o recrudescimento do regime militar, os órgãos de repressão concentraram esforços na captura de Marighella e na noite de 4 de novembro de 1969, Marighella foi surpreendido por uma emboscada de proporções cinematográficas na alameda Casa Branca, na capital paulista. Foi morto a tiros por agentes do Dops, em uma ação gigantesca coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. A morte de Marighella marcou a história da resistência armada urbana à ditadura militar no Brasil. A ALN continuou em atividade até o ano de 1974.
Alguns escritos políticos de Marighella, embora redigidos em português, ganharam primeiro uma edição em outra língua, devido à censura imposta a obras do gênero pelo regime militar brasileiro. É o caso de “Pela libertação do Brasil”, que em 1970 ganhou uma versão na França, financiada por grupos marxistas. Estão disponíveis em português: “Alguns aspectos da renda da terra no Brasil” (1958), “Algumas questões sobre as guerrilhas no Brasil” (1967) e “Chamamento ao povo brasileiro” (1968). Uma das mais divulgadas obras de Marighella, “O minimanual do guerrilheiro urbano”, foi escrita em 1969, para servir de orientação aos movimentos revolucionários. Circulou em versões mimeografadas e fotocopiadas, algumas diferentes entre si, sem que se possa apontar qual é a original. Nessa obra, ele detalhou táticas de guerrilha urbana a serem empregadas nas lutas contra governos ditatoriais.
Lá no “O minimanual do guerrilheiro urbano Marighella diz “Vendo a ditadura à beira do abismo e temendo pelas conseqüências da guerra revolucionária, já então num plano bastante avançado e irreversível, os apaziguadores, sempre existentes entre as classes dominantes, e os oportunistas de direita, partidários da luta pacífica, dar-se-ão as mãos e passarão a murmurar nos bastidores,: implorando por eleições, democratização, reformas de cartas constitucionais e outros ingredientes destinados a enganar as massas, buscando fazer cessar o impacto revolucionário nas cidades e nas áreas rurais do país.
Carlos foi, acima de tudo, um verdadeiro brasileiro, que colocaria “no chinelo” qualquer um que se diz patriota hoje em dia.
Marighella foi – e deve ser para sempre – um exemplo de resistência!
Maristela Farias - DRT 1778/PE

NOTA POLÍTICA MPF PROPÕE AÇÃO DE IMPROBIDADE CONTRA MINISTRO DO TRABALHO RONALDO NOGUEIRA


GOVERNO AINDA DEFENDE PORTARIA QUE PERMITE ESCRAVISMO NO BRASIL APESAR DE TODA SOCIEDADE SE POSICIONAR CONTRA

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ALGUÉM IMAGINA QUE O ASSUNTO TRABALHO ESCRAVO JÁ FOI EXCLUÍDO DA CABEÇA MALÉVOLA DO GOLPISTA TEMER E DE SEUS ASSOCIADOS? POIS ESTÃO MUITO ENGANADOS. ELES QUEREM ATENDER A BANCADA RURALISTA
''A RECOMENDAÇÃO PARA REVOGAÇÃO DA PORTARIA HAVIA SIDO FEITA PELA PROCURADORIA DA REPÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL ANA CAROLINA ROMAN, QUE ATÉ O MOMENTO, NÃO FOI CONTATADA NEM PELO MINISTRO, NEM PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO, SEJA PARA NOTICIAR A REVOGAÇÃO DA PORTARIA OU SUGERIR UMA ALTERAÇÃO DO TEXTO'',.(FONTE: PORTAL VERMELHO, COM INFORMAÇÕES DO BLOG DO SAKAMOTO
DIANTE DE TAMANHA ABERRAÇÃO, O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL NO DISTRITO FEDERAL (MPF/DF) PROPÔS À JUSTIÇA AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA CONTRA O MINISTRO DO TRABALHO, RONALDO NOGUEIRA DEVIDO À AÇÕES QUE RESULTARAM NO ENFRAQUECIMENTO DO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO
Logo, é impossível deixar de falar no assunto quando ainda não se tem uma posição do Presidente nem do Ministro do Trabalho do Temer para a Portaria revogada pela Procuradora do Distrito Federal.
Para os procuradores da República, a edição da portaria pelo ministro "teve o objetivo de atender os interesses da bancada ruralista do Congresso Nacional, de forma a influenciá-los na votação oferecida pelo então procurador-geral da República contra o Presidente da República Michel Temer e outros Ministros de Estado, inclusive o chefe da Casa Civil".
A ação pede a condenação do ministro a: ressarcimento integral do dano; perda da função pública; suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos; pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida; e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
O documento é assinado pelas procuradoras da República Ana Carolina Roman, Anna Carolina Maia, Marcia Brandão Zollinger, Melina Castro Montoya Flores e o procurador da República Felipe Fritz Braga
O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho também pediram a revogação da medida. E a Organização Internacional do Trabalho (OIT) disse que o texto ameaça interromper uma trajetória de sucesso que tornou o Brasil uma referência no combate ao trabalho escravo.
Com informações do Consultor Juríidico, Blog Vermelho do PCdoB, blog do Sakamoto. Pragmatismo Político
Maristela Farias – Jornalista DRT 1778/PE

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

NOTA POLÍTICA “NÃO É O ESTADO QUE É EM SI CORRUPTO, MAS AS EMPRESAS, EM SUA AÇÃO USAM ARBITRARIAMENTE ATIVIDADES ILEGAIS



NÃO É SÓ O ESTADO QUE É EM SI CORRUPTO, MAS  EMPRESAS, QUE EM SUA AÇÃO USAM ARBITRARIAMENTE ATIVIDADES ILEGAIS E CORROMPEM O ESTADO.







SEGUNDO O PESQUISADOR PEDRO CAMPOS, “NÃO É O ESTADO QUE É EM SI CORRUPTO, MAS ESSAS EMPRESAS, QUE EM SUA AÇÃO VÃO USAR ARBITRARIAMENTE ATIVIDADES ILEGAIS E VÃO CORROMPER O ESTADO.”
EM UMA ENTREVISTA, O PESQUISADOR PEDRO CAMPOS LEMBROU UM ASPECTO IMPORTANTE:  A SITUAÇÃO DOS TRABALHADORES DURANTE A DITADURA.
O QUE ELE AFIRMOU DURANTE A ENTREVISTA É EXATAMENTE O QUE ESTAMOS PASSANDO HOJE QUANDO PENSAMOS NO DESENVOLVIMENTO, NA VENDA DAS NOSSAS RESERVAS E SABEMOS QUE COINCIDENTEMENTE O GOLPISTA ,MICHEL TEMER DISSE NESTA TERÇA-FEIRA (5) A DIRIGENTES DE QUATRO CENTRAIS SINDICAIS – UGT, FORÇA SINDICAL, CSB E NOVA CENTRAL –, QUE, FAÇA CHUVA OU SOL, A REFORMA DA PREVIDÊNCIA SERÁ VOTADA NA SEMANA QUE VEM. OS SINDICALISTAS PEDIRAM MAIS TEMPO E MAIS DIÁLOGO PARA DEBATER O ASSUNTO COM A POPULAÇÃO E O CONGRESSO. NO ENTANTO, TEMER E O MINISTRO DOS BANCOS HENRIQUES MEIRELLES FORAM IRREDUTÍVEIS. ELES ALEGARAM QUE SE NÃO VOTAREM ESTE ANO, SERIA IMPOSSÍVEL EM 2018 POR CAUSA DAS ELEIÇÕES.
CORROBORANDO O PENSAMENTO DO PEDRO CAMPOS QUANDO AFIRMA QUE OS GRUPOS SOCIAIS, OS TRABALHADORES FORAM GRANDES VÍTIMAS DESSE PROCESSO DURANTE A DITADURA, QUANDO HOUVE POLÍTICAS DE ARROCHO SALARIAL, VÁRIOS DIREITOS SOCIAIS CONQUISTADOS FORAM PERDIDOS E, PARTICULARMENTE, NA CONSTRUÇÃO CIVIL  UM TRAÇO BASTANTE PERVERSO, QUE É ESSA DISPLICÊNCIA EM RELAÇÃO À SEGURANÇA NO AMBIENTE DE TRABALHO.
A DITADURA TEM UMA MULTIPLICAÇÃO IMPRESSIONANTE DOS ACIDENTES DE TRABALHO, UMA MARCA DO REGIME. NA DÉCADA DE 1970, O PRÓPRIO CHICO BUARQUE NÃO FAZ A MÚSICA “CONSTRUÇÃO” À TOA: ”MORREU NA CONTRAMÃO ATRAPALHANDO O TRÁFEGO”. O QUE SE VÊ NAQUELA ÉPOCA É UMA ELEVAÇÃO BASTANTE SIGNIFICATIVA DOS ACIDENTES E DAS MORTES. NA DÉCADA DE 1970, QUE É O PICO DA ECONOMIA BRASILEIRA, O CHAMADO MILAGRE ECONÔMICO, ACONTECE UMA SÉRIE DE OBRAS NO PAÍS, E SÃO 8 MIL MORTES POR ANO. É UM GENOCÍDIO. EXISTIU UMA POLÍTICA DE ISENÇÃO FISCAL PARA AS EMPRESAS, E POR VIA POLÍTICA ENDEREÇADA AOS TRABALHADORES. E ISSO PRECISA SER LEMBRADO PARA ESCLARECER A POPULAÇÃO DO QUE FOI A DITADURA, TENDO EM VISTA QUE MUITAS PESSOAS HOJE DEFENDEM A INTERVENÇÃO MILITAR.
E LEMBRAR TAMBÉM QUE É EXATAMENTE ISSO QUE ESTÁ SENDO PREVISTO E PREMEDITADO DIANTE DE TODAS AS MANOBRAS CONTRA OS TRABALHADORES.



Em nosso post anterior, falamos sobre crise e corrupção. É o assunto midiático do  momento e que a maioria das pessoas entende apenas que a corrupção é que provoca a crise. Tudo bem… minha opinião é que tudo seja investigado, mas que se entenda o miserável do X da questão. Como disse no post anterior a corrupção não é a razão da crise. Não sou idiota a esse ponto até porque 1uando a imprensa afirma que a causa da crise é a corrupção e os coxinhas vão pra rua  vestidos de camisa amarela e com uma bandeira (que nem gosto mais) enrolada algumas vezes em corpos nus pedindo a volta da Ditadura Militar para combater os corruptos e nas fotos vejo anciãos e anciãs, batendo panelas, me sinto idiotizada porque acho que perdi alguma parte da história.

Quando re-olho (existe essa palavra?) fotos das manifestações contra a Dilma e o PT, quando tenho notícias de nostálgicos, coxinhas oportunistas e desavisados que pedem a volta dos militares para combater a corrupção e da qual fazem parte em escala menor porque todos sabemos que, mesmo sem admitir  um cidadão comum pode fazer parte da rede de corrupção se subornar um guarda, comprar o resultado de um concurso, negociar com um fiscal para escapar de alguma lei. Para existir o corrupto, é preciso existir o corruptor. 
Na democracia, é possível saber quem corrompe e quem é corrompido. Nas ditaduras, tudo isso fica mais difícil.
Não vou voltar muito atrás, até porque os que pedem a volta dos militares ao poder, se incluem numa faixa etária que de alguma forma por si ou pelos familiares ou amigos ou ainda pela imprensa, tiveram conhecimento da ditadura militar imposta ao país em 1964. Será que havia corrupção? Vejamos: hoje ouvimos falar na Odebrecht, na Andrade Gutierrez, na Camargo Correia. Essas empresas nasceram, segundo o pesquisador  Pedro Campos, com a função de dotar o país de infraestrutura para essa nova forma de acumulação. São empresas de cunho familiar, como o próprio nome indica. Até hoje a Odebrecht é controlada pela família Odebrecht, a Camargo Corrêa, pela família Camargo e Andrade Gutierrez, pela família Andrade e pela família Gutierrez.
Essas empresas cresceram muito no período varguista, mas ganham patamar nacional na gestão Kubitschek, quando se organizaram em larga escala

Os militares não tinham interesse em deixar vazar casos de corrupção, mesmo assim, alguns casos se tornaram notórios e fartamente documentados, e até foram investigados oficialmente. Superfaturamento, desvio de verbas, desvio de função, abuso de autoridade, tráfico de influências. Tudo isso já era bem conhecido no Brasil da ditadura.
O exército   prometia dureza contra os corruptos e o próprio Geisel utilizou a “corrupção das Forças Armadas” como uma das justificativas para iniciar a “abertura” política e afastar os militares dos encantos e armadilhas do poder de Estado. Embora não haja nenhuma denúncia de corrupção envolvendo diretamente os generais-presidentes, muitos outros militares e civis foram alvo de denúncias durante o regime militar.
Mas pra não dizer que não falei de flores, apenas alguns exemplos mais conhecidos de corrupção na Ditadura. 
1 – Contrabando na Polícia do Exército
A partir de 1970, dentro da 1ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia do Exército, no Rio de Janeiro, sargentos, capitães e cabos começaram a se relacionar com o contrabando carioca. .  O capitão Guimarães, posteriormente, deixaria o Exército para virar um dos principais nomes do jogo do bicho no Rio, ganhando fama também no meio do samba carioca. Foi patrono da Vila Isabel e presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba).
2 – A vida dupla do delegado Fleury
Um dos nomes mais conhecidos da repressão, atuando na captura, na tortura e no assassinato de presos políticos, o delegado paulista Sérgio Fernandes Paranhos Fleury foi acusado pelo Ministério Público de associação ao tráfico de drogas e extermínios e  apontado como líder do Esquadrão da Morte, um grupo paramilitar que cometia execuções, 
Em uma conversa com Heitor Ferreira, secretário do presidente Ernesto Geisel (1974-1979), o general Golbery do Couto e Silva – então ministro do Gabinete Civil e um dos principais articuladores da ditadura militar – classificou assim o delegado Fleury, quando pensava em afastá-lo: “Esse é um bandido. Agora, prestou serviços e sabe muita coisa”. Fleury morreu em 1979, quando ainda estava sob investigação da Justiça.
3 – Governadores biônicos e sob suspeita
Em 1970, uma avaliação feita pelo SNI ajudou a determinar quais seriam os governadores do Estado indicados pelo presidente Médici (1969-1974). No Paraná, Haroldo Leon Peres foi escolhido após ser elogiado pela postura favorável ao regime; um ano depois, foi pego extorquindo um empreiteiro em US$ 1 milhão e obrigado a renunciar. Segundo o general João Baptista Figueiredo, chefe do SNI no governo Geisel, os agentes teriam descoberto que Peres “era ladrão em Maringá” se o tivessem investigado adequadamente. Na Bahia, Antônio Carlos Magalhães, em seu primeiro mandato no Estado, foi acusado em 1972 de beneficiar a Magnesita, da qual seria acionista, abatendo em 50% as dívidas da empresa.
4 – O caso Lutfalla
Outro governador envolvido em denúncias foi o paulista Paulo Maluf. Dois anos antes de assumir o Estado, em 1979, ele foi acusado de corrupção no caso conhecido como Lutfalla – empresa têxtil de sua mulher, Sylvia, que recebeu empréstimos do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento) quando estava em processo de falência. As denúncias envolviam também o ministro do Planejamento Reis Velloso, que negou as irregularidades, e terminou sem punições.
5 –As mordomias do regime
Em 1976, as Redações de jornal já tinham maior liberdade, apesar de ainda estarem sob censura. O jornalista Ricardo Kotscho publicou no “Estado de São Paulo” reportagens expondo as mordomias de que ministros e servidores, financiados por dinheiro público. Na época, os ministros não viajavam em voos de carreira, e sim em jatos da Força Aérea.
6 – Delfim e a Camargo Corrêa
Delfim Netto – ministro da Fazenda durante os governos Costa e Silva (1967-1969) e Médici, embaixador brasileiro na França no governo Geisel e ministro da Agricultura (depois Planejamento) no governo Figueiredo – sofreu algumas acusações de corrupção. Na primeira delas, em 1974, foi acusado pelo próprio Figueiredo (ainda chefe do SNI), em conversas reservadas com Geisel e Heitor Ferreira. Delfim teria beneficiado a empreiteira Camargo Corrêa a ganhar a concorrência da construção da hidrelétrica de Água Vermelha (MG). Anos depois, como embaixador, foi acusado pelo francês Jacques de la Broissia de ter prejudicado seu banco, o Crédit Commercial de France, que teria se recusado a fornecer US$ 60 milhões para a construção da usina hidrelétrica de Tucuruí, obra também executada pela Camargo Corrêa. Em citação reproduzida pela “Folha de S.Paulo” em 2006, Delfim falou sobre as denúncias, que foram publicadas nos livros de Elio Gaspari: “Ele [Gaspari] retrata o conjunto de intrigas armado dentro do staff de Geisel pelo temor que o general tinha de que eu fosse eleito governador de São Paulo”, afirmou o ex-ministro.
7 – As comissões da General Electric
Durante um processo no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em 1976, o presidente da General Electric no Brasil, Gerald Thomas Smilley, admitiu que a empresa pagou comissão a alguns funcionários no país para vender locomotivas à estatal Rede Ferroviária Federal, segundo noticiou a “Folha de S.Paulo” na época.  Na investigação de 1976, o Cade apurava a formação de um cartel de multinacionais no Brasil e o pagamento de subornos e comissões a autoridades para a obtenção de contratos.
8 – Newton Cruz, caso Capemi e o dossiê Baumgarten  
O jornalista Alexandre vom Baumgarten, colaborador do SNI, foi assassinado em 1982, pouco depois de publicar um dossiê acusando o genaral Newton Cruz de planejar sua morte – Segundo o delegado do DOPS Claudio Guerra, em declaração de 2012, a ordem partiu do próprio SNI. A morte do jornalista teria ligação com seu conhecimento sobre as denúncias envolvendo Cruz e outros agentes do Serviço no escândalo da Agropecuária Capemi, empresa dirigida por militares, contratada para comercializar a madeira da região do futuro lago de Tucuruí. Pelo menos US$ 10 milhões teriam sido desviados para beneficiar agentes do SNI no início da década de 1980. O general foi inocentado pela morte do jornalista.
9 – Caso Coroa-Brastel
Delfim Netto sofreria uma terceira acusação direta de corrupção, dessa vez como ministro do Planejamento, ao lado de Ernane Galvêas, ministro da Fazenda, durante o governo Figueiredo. Segundo a acusação apresentada em 1985 pelo procurador-geral da República José Paulo Sepúlveda Pertence, os dois teriam desviado irregularmente recursos públicos por meio de um empréstimo da Caixa Econômica Federal ao empresário Assis Paim, dono do grupo Coroa-Brastel, em 1981. Galvêas foi absolvido em 1994, e a acusação contra Delfim – que disse na época que a denúncia era de “iniciativa política” – não chegou a ser examinada.
10 – Grupo Delfin
Denúncia feita pela “Folha de S.Paulo” de dezembro de 1982 apontou que o Grupo Delfin, empresa privada de crédito imobiliário, foi beneficiado pelo governo por meio do Banco Nacional da Habitação ao obter Cr$ 70 bilhões para abater parte dos Cr$ 82 bilhões devidos ao banco. Segundo a reportagem, o valor total dos terrenos usados para a quitação era de apenas Cr$ 9 bilhões. Assustados com a notícia, clientes do grupo retiraram seus fundos, o que levou a empresa à falência pouco depois. A denúncia envolveu os nomes dos ministros Mário Andreazza (Interior), Delfim Netto (Planejamento) e Ernane Galvêas (Fazenda), que chegaram a ser acusados judicialmente por causa do acordo.
É ou não corrupção senhores coxas?

Maristela Farias – Jornalista DRT 2778/PE


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

DESDE 1989, MÍDIA TRADICIONAL SE COLOCA CONTRA O PT


DESDE 1989, MÍDIA TRADICIONAL SE COLOCA CONTRA PT

"TODAS AS CONCESSÕES SÃO REGULADAS. SÓ RÁDIO E TELEVISÃO NÃO. O RÁDIO E A TV TÊM QUE TER MECANISMOS DE PROTEÇÃO À CRIANÇA, TEM QUE TER REGRAS QUE IMPEÇAM A DEFESA DO RACISMO" (Franklin Martins)


DESDE 1989, MÍDIA TRADICIONAL SE COLOCA CONTRA PT

"TODAS AS CONCESSÕES SÃO REGULADAS. SÓ RÁDIO E TELEVISÃO NÃO. O RÁDIO E A TV TÊM QUE TER MECANISMOS DE PROTEÇÃO À CRIANÇA, TEM QUE TER REGRAS QUE IMPEÇAM A DEFESA DO RACISMO" (Franklin Martins)
Para escrever este artigo, tenho que começar falando de Luiz Inácio Lula da Silva, que como sempre digo, acompanhando o sentimento do mundo, foi o maior Presidente que este país já teve. Quero que ele volte em 2018, apesar de toda turbulência que envolve sua vida pessoal e política.
Escrever nesta página é deixar um pedacinho da história carimbado aqui, mesmo incompleta e justamente por isso, e neste artigo, quero e vou dizer que Lula foi ingênuo, muito ingênuo ao acreditar na imprensa brasileira, defensora de uma sociedade capitalista. Imaginem vocês, que quem antecedeu o Ministro Hélio Costa, foi o hoje golpista Eunício Oliveira.
O Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação do governo Lula, Franklin Martins disse em entrevista em 2016, “que as gestões petistas cometeram um erro grave que abriu uma janela de possibilidade para o impeachment muitos anos antes desse golpe ter sido anunciado: deixou a grande mídia, braço auxiliar de uma oposição sem projetos, adotar uma agenda pautada pelo tema corrupção, em vez de colocar o avanço social acima de tudo.”
Lula, não te perdoo!
Mas se te condenar, vou agir da mesma forma que aqueles que te acusam e te lincham hoje. Mas o cientista político Fernando Azevedo depois de analisar editoriais e manchetes dos grandes jornais que falavam do PT publicados nos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e Estadão entre 1989 e 2014 evidenciou a parcialidade da imprensa brasileira, seu anti-petismo e os classificou de negativos. Todos negativos como ainda hoje, com um posicionamento ideológico, compartilhando “ crenças liberais e se posicionando no campo antagônico ao do PT, que é um partido de centro-esquerda e que acredita em um Estado forte”.Esse posicionamento vem desde os tempos de Getílio Vargas, portanto vem de longe.
Essa mídia quer destruir uma história construída a muito custo, corroborando que vivemos num país tomado por organizações criminosas nos últimos 15 anos, com governos incompetentes e populistas, que hoje depois de um golpe, com uma justiça impoluta e firme (kkkkk) e com um govêrno, “que mesmo não sendo perfeito” segundo a dita imprensa imperialista, tenta “modernizar” o Brasil, por meio de reformas tão inadiáveis quanto necessárias, para tirá-lo de uma terrível bancarrota em que o governo anterior o enfiou. (que horror saber escrever essa afirmativa!)
O assunto mídia brasileira é tão acintoso que o Programa The Listening Post da rede de tv Al Jazeera, abordou o monopólio da mídia brasileira e as consequências desse acumulo de poder econômico e midiático para a política e a sociedade brasileira.
O programa mostra os dois anos de uma turbulência política que revelou uma profunda corrupção no país que de forma oportunista conta com o poder da mídia brasileira.
Midia Ninja em pareceria com o Forum Nacional da Democratização da Comunicação colaborou com The Listening Post, o programa de Al Jazeera English, para criar uma versão legendada em português do seu episódio especial sobre a mídia brasileira.
Mas aprendemos e tivemos a oportunidade de participar dos fatos e, oportunamente li no blog do Santayanna, quando ele cita que “a verdadeira história deste país, falará de um Brasil no início do Século XXI, que chegou a sair da décima-quarta economia do mundo para o sexto posto nos últimos 15 anos - e que ainda ocupa o nono lugar entre as nações mais importantes do mundo.
De uma nação que mais que triplicou seu PIB de 504 bilhões em 2002, para quase 2 trilhões de dólares no ano passado - que pagou - sem aumentar a sua dívida pública com relação a 2002 - seus débitos com seus principais credores internacionais - entre eles o FMI - e quadruplicou sua renda per capita em dólares, além de economizar mais de 340 bilhões de dólares em reservas internacionais, nesse período, transformando-se no que ainda é, hoje, em 2017, o quarto maior credor individual externo dos EUA.
Um país que cortou, segundo números do IBGE, o número de pobres pela metade, duplicou o número de escolas técnicas federais, construiu quase 2 milhões de casas populares, com qualidade suficiente para atrair até mesmo o interesse de altos funcionários do Estado, como procuradores da República, até o Dallagnoll comprou uma!
Um país que tinha voltado a construir refinarias, navios, grandes usinas hidreléctricas, gigantescas plataformas de petróleo e descoberto, com tecnologia própria, abaixo do fundo do mar, a maior província petrolífera, em termos mundiais, dos últimos 50 anos."
Mas falará também que um Presidente golpista, traidor da Constituição que num brevíssimo espaço de tempo destruiu as conquistas tão esperadas e conseguidas pelo povo brasileiro.
A história real ficará registrada nos livros do futuro e o nome de Luiz Inácio Lula da Silva ali estará para consagrá-lo como o Grande Presidente do Brasil.
Maristela Farias - Jornalista DRT 1778/PE

sábado, 2 de dezembro de 2017

PARA DELAÇÃO SÓ PRECISAVA RESPONDER: QUAL O SENHOR CONHECE, QUAL O SENHOR PODE ENTREGAR?




Colaboratório.org
Publicado por Maristela Farias12 h
NOTA POLÍTICA
“O JUIZ SÉRGIO MORO, NUM PAÍS DE DEMOCRACIA MAIS APERFEIÇOADA, JÁ TERIA PERDIDO O CARGO E ESTARIA ATRÁS DAS GRADES, SOBRETUDO POR UM VAZAMENTO ILEGAL DAQUELES GRAMPOS EM QUE ELE GRAMPEOU A PRESIDENTA DA REPÚBLICA (DILMA ROUSSEFF), ATENTOU CONTRA A SEGURANÇA NACIONAL E DESRESPEITOU UM DISPOSITIVO EXPRESSO DE LEI QUE PROÍBE UM JUIZ DE DIVULGAR CONTEÚDO DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA.”(Dep. Wadih Damous) E NÃO SE ARREPENDEU, CONFORME ELE MESMO DISSE



Estávamos todos ansiosos pelo depoimento do advogado Tacla Duran, menos a imprensa. Esperei horas para ver que notícias seriam divulgadas a respeito mas não fosse a internet e jornalistas aguerridos que enfrentam destemidamente as mídias novelísticas, não saberíamos exatamente tudo que aconteceu durante o tão esperado depoimento.

O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) afirmou, em vídeo divulgado na internet, que o depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS,é “elucidativo” no sentido de mostrar que a Operação Lava Jato “é um absoluto cenário fora da lei, de atentados à Constituição, a direitos fundamentais, de desrespeito ao Estado democrático de direito”.

Para Damous, a divulgação do depoimento é imprescindível para mostrar “as sombras” que caracterizam a operação comandada em Curitiba pelo juiz Sérgio Moro, já que a chamada “grande imprensa” não divulga a face oculta e o modus operandi do juiz e dos procuradores.

“Se viesse um Sérgio Moro aqui, um daqueles procuradores da Lava Jato, isso aqui (o depoimento de Tacla Duran) estaria infestado de jornalistas da Rede Globo, do Estadão, da Folha. Não tem nenhum deles aqui, porque essa narrativa não interessa, porque essa narrativa revela entranhas da Operação Lava Jato, que têm de esconder da sociedade brasileira.”

O advogado Rodrigo Tacla Duran afirmou que “havia uma ansiedade do Ministério Público em obter a confirmação de fatos alegados contra mim para que eu confirmasse, para que se fechassem casos apenas com delação premiada, sem comprovação dos fatos, sem investigar, sem inquéritos. Esse é o sentido da ‘indústria de delação’. Indústria da delação porque estão fechando processos penais batendo carimbo, sem investigar.”

No depoimento, feito por videoconferência, pois o advogado mora na Espanha, Duran afirmou que integrantes do Ministério Público o procuraram para fechar acordo de delação premiada no qual assumiria crimes, que ele diz não ter cometido, para incriminar autoridades e políticos. Na oportunidade, fez diversas afirmações devidamente comprovadas e que vou tentar enumerá-las

1. A perícia encomendada por ele junto a profissionais da Espanha comprovam que documentos do sistema de e-mails internos (intranet) da Odebrecht foram alterados antes e depois de o sistema ter sido bloqueado pelo MPF.

2.Por conta das falsificações encontradas nas delações premiadas dos executivos da Odebrecht, considera que todos os documentos obtidos diretamente do banco de dados da empreiteira podem estar comprometidos.

3.Confirmou a informação de que recebeu proposta do Ministério Público para fazer um acordo de delação premiada, mas não aceitou porque achou que queriam criminalizar sua profissão e imputar crimes que não ele cometera. 

4. Confirmou a versão de que houve um encontro, promovido pela Odebrecht, entre seus executivos para combinar as informações a serem repassadas durante delações premiadas.Rodrigo Duran apontou adulteração no sistema de dados sobre propina e apresentou documentos

5. Informou que a Odebrecht alugou um hotel em Brasília no qual se reuniram por vários dias aproximadamente 100 executivos, para que acertassem os termos dos acordos e tudo o que cada um deles diria. Depois desse encontro foram homologados acordos com 77 executivos, o que significa que foi uma delação combinada entre todos eles

6.Segundo ele, os procuradores Deltan Dallagnol (famoso pelas “convicções” apresentadas contra Lula pelo PowerPoint), Carlos Fernando Santos Lima, Roberson Pozzobon e Júlio Noronha Duran participaram dessas negociações.

7.Admitiu aos deputados e senadores ter contratado o escritório paranaense por ter sido “aconselhado” a contar com “alguém que fosse da patota de Curitiba” No depoimento, ele afirmou ter interpretado esse termo - "panela de Curitiba" - como sendo uma referência a advogados com "bom trânsito e bom acesso à força-tarefa". Foi então que ele buscou Zucolotto para tentar firmar o acordo, e posteriormente o advogado Marlus Arns, para quem chegou a pagar honorários de 1,5 milhão de dólares, mais impostos.

8. O advogado preferiu não se estender em declarações contra Moro ou a mulher do magistrado, a advogada Rosângela Moro. “Não tenho nada a falar sobre o juiz Sérgio Moro, apenas que ele está extrapolando o papel de juiz, me prejudicando um pouco” Anteriormente, ele havia afirmado que o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Júnior, amigo e padrinho de casamento de Moro, intermediava negociações paralelas com a força-tarefa. Rosângela Moro faz parte da equipe do advogado Carlos Zucolotto, de Curitiba, a quem Duran contratou para representá-lo no processo.

9.Ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran revelou, no que o Ministério Público lhe propôs uma "delação à la carte"; "Marcelo Miller [o ex-procurador afastado por Janot] me mostrou uma lista de parlamentares e perguntou: qual o senhor conhece, qual o senhor pode entregar?"

10.O ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran confirmou aos parlamentares que a força-tarefa da Lava Jato omitiu contas no exterior que eram ligadas a investigados; com isso, os recursos não seriam bloqueados pelos investigadores; esse seria o caso, por exemplo, do casal João Santana e Mônica Moura, que fizeram campanhas do PT e atribuíram dinheiro de propina à campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2014 em acordo de delação premiada

Os dois chegaram a ser presos no âmbito da Lava Jato e condenados a 8 anos de prisão pelo juiz Sergio Moro por 19 atos de lavagem de dinheiro. Eles foram absolvidos pelo crime de corrupção. A condenação seria de sete anos em regime fechado, mas como fizeram delação premiada, a pena foi substituída por prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica por um ano e meio. Eles deixaram a prisão em agosto de 2016.

11.O advogado relatou ter recebido de um funcionário da Odebrecht uma planilha com contas no exterior, para que ele identificasse os donos dessas contas. Tacla Duran disse não ter conseguido cumprir a tarefa da empreiteira porque os sistemas que ele tinha disponíveis para o trabalho "não foram suficientes". "Era preciso quebrar o sigilo", afirmou.

O funcionário teria ficado "bastante chateado, irritado" com a resposta de Tacla Duran, pois precisava "dar uma resposta ao Marcelo [Odebrecht]" sobre as contas. A empresa pretendia pressionar o governo Dilma com a informação de que havia dinheiro de propina relacionado à campanh o presidente.
12.Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que, a partir dos fatos revelados,“e com farta documentação comprobatória, é um imperativo moral da CPMI ouvir o advogado Carlos Zucoloto”, que pode ser o grande elo que explique as relações subterrâneas com a Lava Jato”, disse Pimenta, que é membro da CPMI, assim como Damous.

13.Tacla Duran apontou várias irregularidades de procuradores da Lava Jato, “o que exigiria posicionamento do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de supervisão e controle do MPF”, segundo avaliação da jornalista Tereza Cruvinel, do site Brasil 247. O advogado revelou, por exemplo, que o Zucolotto pediu R$ 5 milhões “por fora” para tentar aliviar a multa que teria de pagar, caso firmasse acordo com a força-tarefa.

Para Wadih Damous, Moro estaria preso se o país vivesse uma democracia de fato. “O juiz Sérgio Moro, num país de democracia mais aperfeiçoada, já teria perdido o cargo e estaria atrás das grades, sobretudo por um vazamento ilegal daqueles grampos em que ele grampeou a presidenta da República (Dilma Rousseff), atentou contra a segurança nacional e desrespeitou um dispositivo expresso de lei que proíbe um juiz de divulgar conteúdo de interceptação telefônica.” e não se arrependeu, conforme ele mesmo disse

Segundo o deputado, a divulgação das alegações do advogado Duran é importante também para esclarecer a sociedade sobre quais os reais objetivos da Lava Jato. “Se a sociedade tomasse conhecimento de que se manipulam provas, falsificam-se documentos, coagem-se acusados, testemunhas, delatores, boa parte da sociedade que ainda acredita na pureza da operação deixaria de acreditar.”

Maristela Farias Josnalista DRT/1778/PE