O cinema encanta a todos nós com suas histórias maravilhosas, mas também não podemos esquecer de um elemento que é fundamental na sétima arte: a música. Por isso, fizemos esta ótima seleção musical com 24 músicas que receberam o Oscar de melhor canção original. Você com certeza vai lembrar das músicas de grandes clássicos do cinema como Mary Poppins e O Mágico de Oz, e conhecer vencedores mais recentes, como do filme Frozen - Uma Aventura Congelante. Aperte o play e deixe-se levar pela cinematográfica magia musical!
domingo, 15 de janeiro de 2017
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
AS CRIANÇAS NÃO SÃO GÊNIOS DA TECNOLOGIA. VOCÊ QUE É VELHO
Por Carmen Guerreiro
Me cansei de ouvir de pais e avós orgulhosos que “as crianças hoje em dia sabem mexer em celulares e tablets desde muito cedo”. Quem não para para pensar nesta bobagem pode acabar balançando a cabeça, só para estimular a conversa. Naturalmente, adultos que cresceram usando outras tecnologias e tiveram que aprender a mexer em tablets e smartphones depois de mais velhos podem estranhar e encontrar mais dificuldades para dominar os “bichinhos”. Em geral, quanto mais velha é a pessoa e a mais mudanças ela assistiu, maior a dificuldade de se adaptar a uma nova criação.
Ao mesmo tempo, a capacidade humana de aprender é muito maior na infância do que na maturidade: basta você colocar uma criança de 5 anos e outra de 40 para dançar ballet pela primeira vez e observar quem se desenvolve mais rapidamente.
As crianças são um livro (HD, se preferir) em branco, e descobrem como mexer em um tablet da mesma forma que entendem como funciona um chuveiro, um carro, uma televisão, a natureza. Ainda mais se pensarmos que os aparelhos atuais são de uso cada vez mais intuitivo e com menos botões, não é uma grande surpresa observar como as crianças aprendem a dominá-los rapidamente. Mas, como bem disse uma amiga minha, poucos acham que uma criança é um gênio quando se apropria e sabe “navegar” um livro, mas acham que estão na frente do próximo Steve Jobs quando ela mexe sozinha em um aplicativo do iPad.
Para de fato entender a questão, basta pensarmos que os talheres são também uma tecnologia. São uma tecnologia muito antiga, é fato, mas isso não lhes tira o título. Hoje, uma criança aprende a segurar uma colher quando ainda é bebê e, no segundo ano de vida, já é capaz de comer com o talher sozinha. Mas isso não parece incrível para os adultos, pois eles já nasceram quando os talheres eram algo totalmente normal. Agora imaginem um adulto há muitos e muitos séculos sendo introduzido aos talheres depois de velho?
Minha conclusão a partir disso é que só nos impressionamos com as tecnologias que as crianças dominam desde cedo quando estas surgiram depois do nosso nascimento. Quanto mais velhos somos quando a criação foi feita, mais surpresos ficamos com a maestria infantil.
Mas você já parou para pensar na quantidade de tecnologias que você conheceu durante a sua vida e que hoje são obsoletas? Como as crianças reagiriam a isso? Com a mesma curiosidade que observam um tablet pela primeira vez, com a diferença que você não ficaria tão surpreso quando ela dominasse o aparelho. A única semelhança é que, não importa se você vê uma criança mexendo em algo antigo que você um dia já carregou por aí como a última sensação ou se as observa dando show em uma tecnologia que você ainda está descobrindo, você se sente velho.
Para mim, a solução para isso – por mais piegas que soe – é tentarmos redescobrir a curiosidade e criatividade infantil em nós mesmos. Acho que, ainda que existam obstáculos do corpo físico, muitas pessoas com o tempo se cansam de aprender, de acompanhar mudanças, de tentar entender algo novo, de se surpreender, de ouvir e considerar um novo ponto de vista. Mas, ironicamente, se encantam e se emocionam com as mesmas habilidades nas crianças.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
A ARTE DE MORRER
POR MARIA BITARELLO
Em Varanasi, os degraus são cheios de vida e de morte. As cremações ardem sem cessar, a todas as horas do dia e da noite, todos os dias do ano, até 200, 300 corpos por dia
Crônica em Varanasi, onde os hindus cremam e libertam seus mortos em rito festivo. É preciso catarse e luto para reabrir a vida — mas o Ocidente, insípido, não compreende
Por Maria Bitarello
Um dos momentos mais importantes em “Bacantes”, na montagem do Teatro Oficina a partir do texto de Eurípedes, é o estraçalhamento do corpo de Penteu. Um ato indissociável da entrega de Penteu a seu fim. De certa forma, é a consumação da tragédia, o ato em que o antagonista compreende e aceita seu papel. A cena é violenta e bela. Desse ritual de morte, todos são convidados a participar. Primeiro, do estraçalhamento, depois, do banquete onde Penteu será comido pelas bacantes, pelos tebanos, por todos nós; o momento da festa. Assim como todos ali presentes, Penteu percebe a situação em que se encontra, reconhece o inescapável – a morte, ali, pelas mãos delas – e abre os braços. Não resiste. Recebe. E morre.
Em dezembro, antes do fim da temporada de “Bacantes”, voltei a Varanasi, na Índia – a mais importante das cidades sagradas hindus e uma das mais antigas do mundo – e me lembrei o quão insípidos são os rituais de morte em muitas culturas. Dentre elas a nossa, a católica, no Brasil: o velório, o enterro, a missa de sétimo dia. E o que tanto me toca nas cremações em Varanasi é a participação ativa dos familiares no ritual de despedida do ente morto e, por fim, de destruição de seu corpo, nosso veículo de sensações e emoções em vida. Não vou aqui entrar nas questões patriarcais do hinduísmo e no desconfortável fato de as mulheres não poderem participar desses rituais fúnebres – esse será assunto pra outro dia, outro texto.
Acredito que viver plenamente os ritos de morte nos liberta pra vida. Privados da catarse e do luto, podemos passar a vida arrastando caixões, apegados ao que foi e não é mais. No fundo, cada morte é uma nova bifurcação no caminho onde podemos reafirmar, aqui e agora, nosso compromisso com a vida, com os vivos. E as cremações em Varanasi ritualizam essa decisão interior numa ação muito importante. Ao final de tudo, depois dos dias de preparação do corpo, luto da família, choro e cantos toados em coro, purificação nas águas sagradas do Rio Ganges, depois da pira, das toras de madeira, das cinzas e dos ossos jogados ao rio, depois de tudo, tudo mesmo, o protagonista da cerimônia (pode ser o filho primogênito ou o filho caçula, dependendo de quem morreu) joga atrás de si um jarro com as águas do Ganges, por cima do ombro, sobre as brasas finais do fogo fúnebre.
E pronto. Ele segue, sem olhar pra trás. Pra não prender o morto aqui entre os vivos, pra deixá-lo atravessar o portal aberto ali em Varanasi. E assim, nós também, os vivos, não carregamos fantasmas. Cada um segue em seu respectivo reino, cada qual do seu lado do portal. Até chegar nossa vez de fazer a passagem. E quando essa hora chegar, nós também merecemos uma travessia sem rabo preso. É preciso, portanto, saber morrer, mas também deixar morrer. Existe um livro muito bonito sobre essa arte, “O livro tibetano do viver e do morrer”, de Sogyal Rinpoche, cuja leitura eu recomendo. Uma vez que a morte é natural e inevitável, preparar-se pra ela não é mórbido, mas sadio. Tanto pra sua quanto pra dos demais. Com sorte, penso eu, dependendo de como formos, poderemos participar ativamente dessa última e absoluta experiência da vida.
Se você for à Índia, não deixe de conhecer Varanasi. Mesmo. Uma cidade inteira que adora Shiva, o deus da destruição e, logo, do renascimento, da transformação. As águas do Ganges, o rio sagrado do hinduísmo que na mitologia nasce dos cabelos de Shiva, podem oscilar em até 70m de altura, foi o que me informaram. Durante as monções, a cidade é invadida pelas águas e não se vê os degraus dos ghats à beira rio e que decoram toda a margem da cidade antiga. Quando expostos, os degraus são cheios de vida e de morte. As cremações em Manikarnika Ghat ardem sem cessar, a todas as horas do dia e da noite, todos os dias do ano, até 200, 300 corpos por dia. Ali ao lado, ao nascer do sol, do barco, vemos os peregrinos que vêm se banhar em busca de moksha, a libertação do ciclo de reencarnações. Aos poucos chegam os lavadores de roupas. Crianças. Pássaros. Cachorros. Vacas, muitas vacas. Sadhus, os monges ascetas. Vida, morte, excrementos, tudo junto. É de uma intensidade para a qual eu ainda não encontrei paralelo em outro lugar. E é maravilhoso.
Andando pelo ghat, um sadhu sinaliza pra eu me sentar a seu lado. Aceito o convite. Ele aponta pra mim, levanta dois dedos no ar, depois pro chão. Você, segunda vez, Varanasi. Eu concordo com a cabeça, balançando-a com malemolência, de um lado pro outro, como se faz na Índia. Na sequência, aponto pra minha têmpora e depois pra ele. Eu me lembro de você, digo com mímicas. E lembro mesmo. Fotografei-o na minha última vinda. Ele fumava um baseadão sentado numa das estreitas ruelas da cidade, naquela época encharcadas.
Ali, à beira do rio, ele me oferece outro baseado. Ganja, diz. Digo que não com a cabeça e mostro meu tabaco convencional. Duas crianças estão sentadas a seu lado, um menino e uma menina. Ele segue meu olhar na direção delas, olha de volta pra mim. Seu olhar é penetrante e surpreendentemente generoso – os sadhus não são sempre gentis. Em volta do pescoço, dezenas de penduricalhos com caveiras, japamalas, cores laranja, amarelo. Muitas pulseiras e anéis. Ele fuma seu baseado sem pressa; me fita entre tragadas. A testa pintada com as listras cinzas, de adoração a Shiva. Os pés descalços dobrados sobre as coxas. Uma bolsa a tiracolo que ele me mostra: no home. Sem casa, mora na rua, com as crianças, ele aponta. Não me pede dinheiro. Eu aponto pra elas e pra ele, perguntando com o olhar: são seus filhos? Ele concorda com a balançada indiana lateral de cabeça. Mama, finish. Only baba. Diz sem lamento, sem súplica, sem drama. Olhar calmo, como o das crianças. Ele levanta as duas mãos pro alto, no gesto de adoração a Shiva, indicando que a mãe não está mais aqui.
É isso. Mamãe, acabou. Só papai. E tudo bem esquecer, superar e até ser feliz de novo; é inevitável. Hoje, eu bem que ando acreditando que participar do ato de destruição do corpo da pessoa que se vai é uma etapa vital dessa virada. Que só depois dela pode haver festa. E o rito festivo ou a festa ritualizada é o que se vive em Varanasi. É o que vivemos no teatro.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
MUNDO PODERÁ TER QUASE 1 BILHÃO DE MENINAS FORÇADAS A CASAR ATÉ 2030, ALERTA ONU
Se políticas públicas adequadas de proteção a meninas e adolescentes não forem colocadas em prática, o mundo poderá ter cerca de 950 milhões delas presas em casamentos forçados até 2030, alertou o Escritório de Direitos Humanos da ONU. Uma reunião em Genebra discutiu o tema e ouviu algumas das meninas; confira nesse vídeo especial.
Se políticas públicas adequadas de proteção a meninas e adolescentes não forem colocadas em prática, o mundo poderá ter cerca de 950 milhões delas presas em casamentos forçados até 2030, alertou o Escritório de Direitos Humanos da ONU.
No ano passado, uma reunião em Genebra discutiu o tema e ouviu várias delas (confira no vídeo acima).
“O casamento forçado envolvendo crianças ainda é uma prática bastante difundida em vários países. e calcula-se que, se continuarmos com as taxas atuais até 2030, 950 milhões ficarão delas presas em casamentos forçados”, disse Veronica Birga, chefe da Seção de Direitos da Mulher e gênero do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH).
Uma reunião para discutir o impacto das políticas de eliminação de casamentos forçados ouviu a experiência da ativista Sorina Sein, que quase sofreu com a prática.
Quando chegou a hora de se casar, Sorina pediu ao pai que a deixasse “mais um dia na escola”. A mãe de Sein lutou para mantê-la na escola e Sorina cortou seu cabelo curto para escapar do casamento. Felizmente, ela conseguiu evitar o casamento.
Mas este não é o caso de muitas meninas vulneráveis em todo o mundo. Veronica ressaltou que, mesmo com uma boa legislação em vigor, muitas vezes “leis religiosas ou tradicionais” ainda contribuem para o problema. A funcionária da ONU disse que há uma necessidade de adotar políticas abrangentes nos países “para ir além de simplesmente proteger as meninas do casamento”, ampliando suas escolhas para além do casamento.
Sorina disse que o casamento infantil é um crime contra crianças: “Elas são vítimas por todas as suas vidas, mas ninguém entende isso; elas vivem uma vida horrível”. Sorina também questionou o motivo pelo qual a legislação não alcança sobretudo os ciganos.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
AS 10 FRASES MAIS MEMORÁVEIS DE GANDHI
Gandhi é sem dúvida uma das figuras mais importantes do século XX. A sua luta não violenta pela paz mundial inspirou (e inspira) milhares de pessoas a encararem a vida com mais otimismo e esperança.
1. A sinceridade é sempre a melhor saída…

2. A mentira e seus estragos…

3. Perdoar não é para fracos!

4. O sucesso não está apenas na conquista, mas em todo o percurso

5. Uma das lições mais valiosas de Gandhi: canalizar a ira!

Compartilhe as frases mais icônicas de Gandhi com os seus amigos!
6. Gandhi dá a resposta para o fim dos conflitos religiosos
7. Um simples raciocínio para o fim da fome no mundo
8. O recado de Gandhi a respeito das vinganças é:
9. A autoavaliação é essencial para a verdadeira justiça
10. Você nunca mudará se não fizer algo por isso!
ESTE APARTAMENTO PAROU NO TEMPO POR 70 ANOS
Quando imaginamos um lugar que foi trancado por décadas, logo imaginamos um cenário semelhante a um filme de terror – escuridão, sujeira, teias de aranha e insetos. Porém, um apartamento encontrado em Paris trancado por um longo tempo foi descoberto recentemente por um leiloeiro e, para a surpresa de todos, o cenário que se via ali dentro era muito mais de um conto de fadas. O espaço estava praticamente irretocável, repleto de pinturas bem preservadas e ornamentos de época.
O suntuoso apartamento pertenceu a Madame Marthe de Florian, uma socialite e atriz francesa nascida em 1864, e ela faleceu no local em 1939. Sua filha, Solange Beaugiron (1919-2010), herdou a propriedade, mas fugiu para o sul da França com medo da perseguição dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, e nunca mais voltou. Ela deixou irretocável essa joia, que, mesmo depois a sua morte, ainda permaneceu desconhecida.
Clique nas imagens para ampliá-las
Os objetos intocados do local são altamente representativos sobre a vida parisiense do início do século 20, como se estivéssemos entrando em uma cápsula do tempo. Incluem pinturas do século 19 do pintor italiano Giovanni Boldini, bem como móveis de época. Tudo foi encontrado exatamente como deixado pelo último habitante do apartamento.
Marthe de Florian é conhecida por ser uma mulher que teve muitos amantes, alguns deles até famosos. Estes incluem Paul Deschanel, décimo-primeiro presidente da França; Pierre Waldeck-Rousseau, que foi 68º primeiro-ministro da França, assim como o artista aqui mencionando anteriormente, Giovanni Boldini.
Dentre os diversos objetos, foram encontradas peças raras de taxidermia, como essa avestruz acima. Esta, assim como outros diversos objetos incríveis, é um grande sinal de riqueza.
Foi descoberto que Solange Beaugiron, a filha de Marthe de Florian e o último proprietário conhecido da casa, era um aspirante a dramaturgo na adolescência. Aos 17 anos, ela escreveu seu primeiro manuscrito, intitulado Miss Mary (Senhorita Mary). Há também indivíduos que acreditam que esta mulher poderia ter sido a escritora Solange Bellegarde. No entanto, ainda não há provas concretas em relação a isso.
Este retrato acima é uma das obras de Giovanni Boldini descobertas no apartamento. Presume-se que foi pintado em 1898, e é justamente de Marthe de Florian, que serviu como sua musa, em um lindo vestido de noite, de tecido musseline cor-de-rosa. Neste retrato, ela teria cerca de 24 anos de idade. Uma carta de amor escrita por Boldini endereçada a ela, também encontrada no apartamento, praticamente confirma que era ela pintura. Após a descoberta, esta pintura foi vendida por 2,1 milhões de euros, o equivalente a 7,3 milhões de reais – um recorde mundial para uma pintura do artista.
A grande descoberta inspirou muitos artistas, incluindo a autora Michelle Gable, que escreveu um livro sobre o assunto. O nome é A Paris Apartment (Um Apartamento em Paris), e narra a história verdadeira com base no intrigante retrato de Boldini de Marthe de Florian.
Também surgiram muitas perguntas, como, por exemplo: por que o último proprietário nunca mais voltou a este apartamento encantador, com um mobiliário suntuoso e obras de arte? A resposta permanecerá um mistério, engrandecendo ainda mais esse lindo local.
Fonte: themetapicture.com
Imagem de capa: depositphotos
Imagem de capa: depositphotos
Assinar:
Postagens (Atom)
-
O retrato sem disfarces de Jorge Bispo Escrito por Clarissa Macau Seg, 26 de Agosto de 2013 15:55 (Revista Continente) Tatiana...
-
Uma ótima pedida para quem gosta de aventura é aproveitar uma trilha, curtir a natureza e depois se esbaldar em um delicioso banho de ág...
-
Aqui no Minilua já trouxemos algumas belas imagens oriundas da Aurora Boreal . O fenômeno que pode ser observado nas fotografias abaixo...































