terça-feira, 21 de novembro de 2017

ATACAR A DILMA COM BAIXARIA EM PROGRAMA DE TV?

NOTA POLÍTICA
"O GOVERNO GOLPISTA VAI AGREDIR O BRASIL, COM MAIS UMA DEMONSTRAÇÃO DE SEU BAIXO NÍVEL POLÍTICO E CULTURAL. UMA PEÇA DE PROPAGANDA ELEITORAL FEITA EM NOME DO GOVERNO QUE COMETEU O GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA E HOJE FAZ O PAÍS RETROCEDER DE MANEIRA DEVASTADORA FOI PRODUZIDA PARA OFENDER A MIM E AO MEU PARTIDO",

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"ESTA PROPAGANDA TEM O CARÁTER DO GOVERNO GOLPISTA. É MAL-EDUCADA, GROSSEIRA E VULGAR. É MACHISTA E RACISTA. MOSTRA DESCONHECIMENTO SOBRE A CULTURA E A HISTÓRIA DO BRASIL"(DA PÁGINA DILMA.COM.BR)
O PMDB de Michel Temer anuncia para terça feira uma baixaria contra Dilma Rousseff, impeachmada pelo golpe de 2016, nas inserções do horário eleitoral do partido.
Quem não lembra o escândalo que se fez quando os jornalões aplaudiram o que eles chamaram de “ironia” ao discurso de Dilma saudando a mandioca como “uma das maiores conquistas do Brasil”. Cada vez que abríamos páginas das redes sociais, constatávamos o sarcasmo que estava sendo tratada nossa Presidenta Dilma Roussef.
Imagino desde já, quantas patifarias serão ditas contra a ex-Presidenta Dilma Roussef e contra o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva. Tudo patrocinado com nosso dinheiro e sob os auspícios de um govêrno golpista. O que me doi é lembrar que poucos se pronunciaram a respeito para defender a Presidenta.
Para Jorge Amado, “onde quer que esteja levo o Brasil comigo mas, ai de mim, não levo farinha de mandioca e sinto falta todos os dias, ao almoço e ao jantar”.
Vamos esperar para ver o que o Sr. Mouco, que presta serviços ao Planalto e deve estar vaidoso com a lembrança da mandioca, para humilhar a ex-Presidenta, ao lado do insígne constitucionalista e golpista Michel Temer, que naturalmente nem desconfia “que mandioca já foi medida de riqueza no Brasil. Aquela que deveria ser a primeira Constituição Brasileira, em 1823, abortada pela intervenção de Pedro I, ganhou o apelido de “Constituição da Mandioca”, porque o direito de voto, que era censitário, só seria dado a quem tivesse no mínimo de 150 alqueires de plantação de mandioca. que elegeriam um colégio eleitoral, provincial, delegados que precisavam ter no mínimo de 250 alqueires da raiz e que, por sua vez, elegeriam deputados e senadores, dos quais eram exigidos, 500 e 1000 alqueires, respectivamente, para se candidatarem.”
Mas é história… É nossa história…
Segundo li no Fernando Brito, a mandioca era quase um símbolo nacional, como o chá que – fortemente taxado pelos ingleses – esteve nas origens da formação dos EUA, tanto que os ultra conservadores de lá se organizam do Tea Party. Em 1817, na “Revolução dos Padres”, em Pernambuco, eles deixaram de fazer hóstias de trigo para fazê-las com tapioca. Mandioca, portanto.”
Sinceramente, mesmo sem ver, já estou incontrolavelmente com raiva e com muita vontade de falar coisas que não devo a respeito do golpista até porque o programa do PT foi tão bonito, tão nosso, que não merece comparação.
Mas fica uma interrogação em todos nós, que estamos esperando sejam apresentados no programa eleitoral, os senhores:
Michel Temer, Presidente golpista e sua esposa que já gastaram R$ 12.000.000,00 no cartão corporativo
Eduardo Cunha e sua esposa liberada pelo juiz Moro para gastar nosso dinheiro à vontade;
Geddel e as malas de dinheiro encontradas no seu bunker e na casa de sua mãe que até agora ninguém disse quanto mais, fora o assunto OAS; e mais 80% dos Temeristas, que são réus em diversas ações, tais como:
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o secretário do Programa de Parceria de Investimentos, Moreira Franco, José Serra (PSDB-SP), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente, Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional, o ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que também é o tesoureiro-geral do PP, o ministro do Turismo, Marx Beltrão, Maurício Quintella Lessa. Os ministros Raul Jungmman (Defesa), Mendonça Filho (Educação), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) são citados na planilha da Odebrecht, apreendida pela Polícia Federal na sede da construtora.
O ex-ministro do Planejamento, Romero Juca, também deixou o ministério do governo Temer após ser flagrado em gravação com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, articulando o fim da Operação Lava Jato. Juca está, ainda, na lista de investigados que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal no início de 2015.
Todos os citados negam as irregularidades, mas será que a organização que tomou de assalto o poder e foi flagrado com a boca na botija vai aparecer no programa do PMDB?
A Deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) usou as redes sociais para criticar o envolvimento da cúpula do PMDB nos seguidos escândalos de corrupção visados pela Lava Jato; segundo ela, Temer deveria homenagear os "laranjas' que ajudaram a lavar recursos ilegais em campanhas do PMDB bem como os "bananas" que apoiaram o golpe; "PMDB deveria fazer saudação pra "laranjas", por serviços prestados aos líderes. Ou então aos "bananas" que apoiaram o golpe e tão se lascando"
Gostaria de acrescentar que, segundo o professor José Ribamar Bessa Freire, da Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-Rio), a sociedade brasileira deixou de se apropriar de um saber milenar, útil para a sua sobrevivência, sem que a escrita substituísse essas funções para amplos setores da sociedade nacional. Mas a pedagogia da oralidade continua funcionando no interior das sociedades indígenas.
Já a apropriação do saber indígena pela atual sociedade brasileira tem sido obstaculizada pela ignorância, o despreparo e até mesmo o desprezo mantido em relação às línguas e cultura indígenas. O preconceito etnocêntrico não nos tem permitido usufruir desse legado cultural acumulado durante milênios e acabou intoxicando leitões e aparecidos.
Lévi-Strauss em O Pensamento Selvagem chama a atenção para o fato de que muitos erros teriam sido evitados se o colonizador tivesse confiado nas taxonomias indígenas em lugar de improvisar outras não tão adequadas. O riso boçal e raivoso é, portanto, fruto da ignorância que não ajuda a conhecer o país e a melhorar as condições de vida de quem nele vive. L.F. Veríssimo faz uma distinção entre, de um lado “um antipetismo justificável dado os desmandos do próprio PT” e de outro, “um ódio que ultrapassa a razão” e que “está no DNA da classe dominante brasileira”.
Maristela Farias – Jornalista DRT 1778/PE

domingo, 19 de novembro de 2017

CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NO NORDESTE NEM NO BRASIL NUNCA MAIS




Colaboratório.org
Publicado por Maristela Farias22 h
NOTA POLÍTICA



CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NO NORDESTE NEM NO BRASIL, NUNCA MAIS!
(Video do UOL: História: Ceará manteve "currais" para esconder flagelados da seca.)


SOMOS UM POVO DE LUTA, DE DORES E DE HISTÓRIA E NÃO ACEITAREMOS NENHUM RETORNO QUE NOS RECONDUZA A CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO SEMELHANTES AOS NAZISTAS, COMO OS OUTRORA INSTALADOS NO CEARÁ, EM LUGAR NENHUM DESTA NAÇÃO BRASILEIRA. OS QUE AÍ ESTÃO GOVERNANDO NÃO SABEM DE NOSSA CAPACIDADE DE LUTA E NEM CONSEGUEM ADVINHAR ATÉ ONDE CHEGAREMOS EM DEFESA DE NOSSOS IRMÃOS.
E ESTE RECADO NÃO É APENAS PARA O GOVERNO GOLPISTA INSTALADO COM A ANUÊNCIA DO TRAIDOR DA CONSTITUIÇÃO MICHEL TEMER, MAS PARA TODOS AQUELES QUE BATERAM PANELAS E HOJE GRITAM PELA VOLTA DOS MILITARES, QUE TÊM MUITO O QUE FAZER DEFENDENDO NOSSA PÁTRIA PARA QUE OS COMPRADORES DE NOSSAS RIQUEZAS NÃO INVADAM NOSSO PAÍS.
Ao abrir a tela do Google, encontrei o aniversário da Rachel de Queiroz, 107 anos e imediatamente me lembrei d`O Quinze”. Claro que nesta nota política de hoje, não consegui me afastar da lembrança do livro e da da figura daquela família. Fui atrás porque faz tanto tempo que li e tinha que acender minhas lembranças e encontrar um trecho que me provocasse a “escrevinhação” de hoje.
“Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai. Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra das mesma cruz."
Além disso, o filho mais velho, Pedro, acaba se juntando a outro bando de retirantes e o casal não o vê mais. Ao chegar em Fortaleza, a família de Chico Bento vai para o "Campo de Concentração", um espaço destinado aos flagelados da seca, ondeencontram Conceição, professora e voluntária que se tornamadrinha do caçula do casal, o Manuel, apelidado de Duquinha.
É Conceição quem os ajuda a comprar passagens para São Paulo e como madrinha da criança pede a eles para ficar com o menino, uma vez que o considerava um filho. Embora apresentassem resistência, Duquinha acabou ficando no Ceará com sua madrinha.
Com a chegada da chuva e consequentemente da esperança para o povo nordestino, a avó de Conceição resolve voltar a sua terra natal (O Quinze)
Numa das frases da escritora, ela disse: “Olha, o Lula é um homem extraordinariamente inteligente, culto, mas o grande defeito dele é ser atrelado ao PT...“ Referência: https://citacoes.in/autores/rachel-de-queiroz/.
Pronto: cheguei onde queria, até porque a citação do nome do Lula, pode ou não ser verdadeira, mas a história de sua ida e de sua família para “SumPaulo” foi exatamente num momento similar ao
que a escritora descreveu em seu “O Quinze”, do qual citei apenas mínimos trechos daquela seca de 1915 e tudo porque gosto de fazer lembrar que a história existe para que as lutas dos povos sejam respeitadas e vou logo aproveitar para falar Nota Política que aqui no Nordeste também houve a implantação de um Campo de Concentração.
Exatamente semelhante aos campos nazistas e que serviu de cenário para Rachel de Queiroz escrever “O Quinze”..
É companheiros…
Na seca de 1932 o nordeste brasileiro sofria com as consequências da estiagem, mas também vivia um momento histórico próprio dentro da era de Getúlio Vargas; Lampião e seu bando centralizavam as atenções dos políticos; as políticas do Nordeste mudavam de nomes: Padre Cícero ainda tinha influênciaoligarquias política e milagrosa para os sertanejos e a irmandade do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto atraia centenas de flagelados para os arredores de Crato, no Ceará.
Com o temor de invasão de flagelados para Fortaleza — e para outras grandes cidades do Ceará — a estratégia dos CURRAIS DO GOVERNO MAIS UMA VEZ FOI IMPLANTADA, só que desta vez não somente em Fortaleza, mas também em cidades com alguma estrutura básica e com estações de trens. Além dos campos de concentração na capital da Terra da Luz, um no já conhecido Alagadiço e um outro no noroeste da capital, no Pirambu (ou Campo do Urubu como ficou conhecido), foram instalados outros em Crato, Carius, Ipu, Quixadá, Quixeramobim e Senador Pompeu
Os sertanejos ali alojados recebiam algum cuidado e comida, e podiam trabalhar nas frentes de obras, sempre sob a vigilância de soldados.
Estima-se que cerca de 73 000 flagelados foram confinados nesses campos onde as condições eram desumanas, o que resultou em inúmeras mortes. Ainda durante essa seca, flagelados cearenses foram enviados para o combate nas trincheiras da Revolução de 1932 em São Paulo e era justificado pelo temor das autoridades de invasões e saques dos flagelados da seca em Fortaleza — isso já acontecera na seca de 1877, quando sertanejos famintos invadiram a capital cearense, aterrorizando a população urbana.
Sem lamentações. O nordestino é um forte e se hoje está em São Paulo, aprendeu o caminho para trabalhar, salvar sua família e para combater nas trincheiras da Revolução de 1930 nesta cidade sulista que muito deve aos homens desta região Nordeste, inclusive o melhor Presidente que este país já teve e vai voltar em 2018.
Quero deixar registrado que dentre as fontes utilizadas,a Wikipédia também me favoreceu para poder lembrar que a história existe e jamais será apagada.
Nossa luta e a de todos os companheiros, sempre será para que Currais de Govêrno, oligarquias políticas e milagrosas como as que estão se instalando no País inteiro, se ainda não notaram, voltem a destruir as conquistas sociais que tivemos e que as bestas feras dos paneleiros foram para as ruas pedir e gritar pela volta e agora já estão indo novamente pedir sejam os militares instados a tomar o govêrno deste país.
Somos um povo de luta, de dores e de história e não mais aceitaremos nenhum retorno que nos reconduza a campos de concentração, como os outrora instalados no Ceará, em lugar nenhum desta nação brasileira.
Maristela Farias – Jornalista DRT 1778/PE

AS ELITES BRASILEIRAS ABOMINAM O POVO. SÓ O ACEITAM FANTASIADO NO CARNAVAL.

NOTA POLÍTICA

AS ELITES BRASILEIRAS ABOMINAM O POVO. SÓ O ACEITAM FANTASIADO NO CARNAVAL.

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“Indiscutivelmente, os primeiros destinatários da pregação de Jesus foram historicamente os pobres, os cegos, os dominados, os oprimidos, os leprosos. A partir deles, dirigiu-se aos demais. Se não temos a esses como ponto de partida, corremos o risco do reducionismo e do elitismo” (Leonardo Boff)
Nos anos 1980, Leonardo Boff escrevia artigos para o EL PAÍS defendendo a Teologia da Libertação, com textos que incomodaram o Vaticano que o proibiu de continuar escrevendo no jornal espanhol.
Alguma coincidência com o que a esquerda defende na figura de Luiz Inácio Lula da Silva?
Os textos de Boff incomodaram o Vaticano tanto quanto todos os avanços promovidos incomodaram a oligarquia que bateu panela contra a Dilma e chamam o Lula de ladrão..
A voz de Boff estava ganhando cada vez mais alcance, e se tornava uma provocação para a própria Igreja Católica enquanto instituição e foi expulso da por Bento XVI, tanto quanto a voz de Lula que incomoda as oligarquias que querem faze-lo calar a qualquer custo inclusive prendendo-o conforme deseja a direita extremista, o STF, o Dr.Moro e seus seguidores.
Boff ficou afastado da Igreja por 28 anos e milhões de fieis se afastaram da Igreja, quando em 2013 o Papa Francisco assumiu o discurso pelos mais pobres, pelos vulneráveis e a Igreja o recebeu de volta, mas tenho a impressão que o prejuízo já estava bastante grande. Os católicos já procuravam outros caminhos e Boff já estava longe da civilização, morando em lugar inaccessível, mas sempre escrevendo.
Há um fato que Boff reputa terrível, mas analiticamente explicável: o aumento do ódio e da raiva contra o PT. Ao mesmo tempo que nasce a acolhida calorosa, vem também a rejeição mais violenta. Ambas são “cordiais”: as duas são as caras passionais do brasileiro.
“Esse ódio é induzido pela mídia conservadora e por aqueles que na eleição não respeitaram o rito democrático: ou se ganha ou se perde. Quem perde reconhece elegantemente a derrota e quem ganha mostra magnanimidade face ao derrotado. Mas não foi esse comportamento civilizado que triunfou. Ao contrário: os derrotados procuraram por todos os modos deslegitimar a vitória e garantir uma reviravolta política que atendesse a seu projeto, rejeitado pela maioria dos eleitores.” (Boff)
Os perdedores derrotados nas urnas, os Aécios, que são muitos no Congresso, no Senado e em toda sociedade paneleira, se tornaram indignados, intolerantes, raivosos, impiedosos, ressentidos e decidiram destruir o país, os avanços, a classe trabalhadora, os aposentados, a Petrobrás e tudo que puderem, para que todas as conquistas sejam alijadas da vida e da mente de todos os brasileiros.
Segundo o historiador José Honório Rodrigues, “a maioria foi sempre alienada, antinacional e não contemporânea; nunca se reconciliou com o povo; negou seus direitos, arrasou suas vidas e logo que o viu crescer lhe negou, pouco a pouco, a aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que lhe pertence”. Hoje as elites econômicas abominam o povo. Só o aceitam fantasiado no carnaval.”
Maristela Farias – Jornalista DRT 1778/PE

sábado, 18 de novembro de 2017

ESTAMOS SENDO DEPENADOS E CALADOS.

NOTA POLÍTICA

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"PARA ARRUMAR A CASA REVIRADA E SUPERAR A POBREZA É PRECISO DEPENAR O POVO" (AÉCIO NEVES)
"Enquanto fazemos a arrumação da casa revirada, é importante reconhecer que partimos agora de um patamar bem diferente, inédito. Uma nova consciência nacional nasceu nas ruas e decretou que não há mais espaço para o ufanismo populista, para gestões demagógicas de salvadores da pátria ou para quem se limita à administração diária da pobreza em vez de buscar a sua superação". O grilo falante quis induzir a quem estava lendo que essa "nova consciência nacional nascida das ruas" é a voz do povo, que não aceita mais que governos 'populistas' promovam programas sociais, como Bolsa-Família, aumento do salário mínimo acima da inflação, Minha Casa, Minha Vida, Ciência sem fronteiras, Pronatec, FIES etc.” e uma crítica escancarada à era petista. O carcamano quis dizer que 'para arrumar a casa revirada' e superar a pobreza é preciso depenar o povo. Profecia ou já estavam decididos que o povo teria que aceitar todas as maldades que estavam nas mentes golpistas lideradas pelo traidor da Constituição, o engalanado Michel Temer?
Não consigo acreditar que para entender a aberração dita pelo crápula do Aécio, tive que ler e reler na folha uol, no plantão brasil,no sindcomerciários, no deverdecasa.org e por aí, e apesar de ser uma nota antiga, ela é mais nova do que se imagina porque o que estamos sentindo é exatamente o que o arrogante Aécio disse naquele momento pós-impeachment, provocado por ele e seu partido PSDB.
ESTAMOS SENDO DEPENADOS E CALADOS.
Mas é susto em cima de susto e sou uma eterna pesquisadora de coisas deploráveis, justo para fazer comparações mórbidas como esta de meu artigo hoje, já que muitas vezes fico tão aturdida que nem consigo comentar de imediato e apenas depois de alguns dias vou atrás de minha coleção de aberrações como esta publicada no DIA DAS BRUXAS, tinha que ser nesse dia, pelo Estadão, quando esta família aí (tem a família Marinho Globo e a família Mesquita Estadão) resolveu publicar que é uma boa defender o govêrno Michel Temer.
Por favor, nem saiam do post agora e pelo menos leiam um pouquinho sem vomitar e para que o vômito seja parcelado, vou soltando frase por frase senão quem vai vomitar sou eu e nem vou poder terminar de repassar pra vocês e vou ficar na sofrência sozinha.
Frase 1 - "A oposição ao governo de Michel Temer costuma acusar o presidente de 'comprar' o apoio de partidos e parlamentares com verbas e cargos, já que, com baixa popularidade, não conseguiria governar de outra forma. Teria sido assim, segundo essa acusação, que Temer obteve os votos necessários na Câmara para escapar das denúncias de corrupção.”
Frase 2- "O custo da governança de Temer – isto é, o quanto o presidente precisa gastar, em verbas e cargos, para obter os votos necessários para aprovar os projetos de interesse do Executivo ou impedir ações da oposição – foi até aqui muito mais baixo do que o de Lula e de Dilma Rousseff.”
E por fim conclui que Temer é “mais eficiente” do que Dilma e Lula.
Bom, tô indo… volto amanhã
Maristela Farias – Jornalista DRT 1778/PE

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

NORDESTE INDEPENDENTE



Colaboratório.org
Publicado por Maristela Farias23 h
NOTA POLÍTICA
"QUERO MESMO VER MEU BRASIL SER DIVIDIDO E O NORDESTE FICAR INDEPENDENTE." (SALVE POETA! SALVE BRÁULIO BESSA!) VOLTA PRESIDENTE LULA!



Numa das minhas postagens, uma senhora disse que fazíamos: “Apologia a corrupção… É isso que está virando essa página”. Como não costumo ficar calada, nunca fiz isso, fui ler todas ou quase todas as postagens que fiz e, sinceramente não encontrei a tal “apologia”, até porque nordestina que sou, jornalista, com 74 anos de idade, com uma vida formada e formatada na luta não aceitaria fazer apologia a nada que me identificasse com a coxiada que hoje prolifera no país, destruindo todas as conquistas e mais uma vez empurrando meu país para a fome, uma situação que nunca mais pensei ver.
Não vou responder a madame, porque daria chance de ter uma resposta o que não quero, mas vou continuar minhas escrevinhações por aqui até porque sei que lê quem quer, compartilha quem tem vontade e ocultar publicação está à disposição de qualquer um, até porque quem escreve nesta rede social está sempre na iminência de um bloqueio sem nem ao menos saber o porque.
Mas passadas as palavras lá em cima, vou descendo para o meu assunto pra dizer que estou esperando o Lula de volta em 2018, para que este país volte a acreditar em si mesmo e sair das mãos de golpistas e em especial do pensar de um traidor e rasgador da constituição que em 1988, apesar de todos os defeitos, livrou-nos da ditadura militar que por mais de 20 anos sugou nossas forças, assassinou nossos amigos e escureceu o nosso país.
Quero meu presidente de volta sim. Para que este Nordeste sofrido tenha vez mais uma vez e se isto é fazer apologia corrupção então estou fazendo sim. Assumo.
Quero meu presidente de volta sim, para corroborar o que está escrito na Carta da Terra, criada a partir de 1987, que diz em seu preambulo: “ Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum.”
Quero meu Presidente de volta sim, porque quem sabe, o Brasil venha a ser dividido e o Nordeste fique Independente possamos tornar o nosso Nordeste Independente e muito mais feliz.
Maristela Farias - Jornalista DRT 1778/PE

MARCELO AULER :JORNALISTA CENSURADO POR MINISTRO DO STF, ENQUANTO OS DEMAIS FICAM CALADOS

NOTA POLÍTICA
MARCELO AULER, JORNALISTA CENSURADO POR MINISTRO DO STF ENQUANTO OS DEMAIS SILENCIAM.

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Você já ouviu falar no compositor Julinho da Adelaide? Eu sim, porque em 1974 eu tinha 31 anos e já era bastante velhinha e tarimbada.
Acorda amor/Eu tive um pesadelo agora,/Sonhei que tinha gente lá fora,/Batendo no portão, que aflição!" Estes versos são da canção "Acorda, Amor", também conhecida como "Chame o Ladrão", de autoria de Chico Buarque de Holanda, considerado um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira contemporânea. No entanto, quando gravados pela primeira vez, no LP "Sinal Fechado", de 1974, foram atribuídos a um desconhecido, chamado Julinho da Adelaide. Na verdade, mais que um pseudônimo, Julinho da Adelaide foi um artifício de que Chico Buarque se utilizou para burlar a implacável censura que lhe impunha o governo militar do Brasil da época. A situação de Chico havia chegado a tal ponto, nos governos Médici, de 1969 a 1974, e Geisel, de 1974 a 1979, que os censores nem se davam ao trabalho de avaliar suas composições. Bastava que a autoria fosse dele para uma canção ser proibida de vir a público.
Bom, agora o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, trouxe a censura de volta à imprensa; o magistrado manteve a decisão de proibir o jornalista Marcelo Auler de divulgar em seu blog duas reportagens sobre a operação Lava Jato, jogando por terra a frase, que não achei famosa, da ministra Carmen Lúcia: “Cala boca já morreu”.
Morreu nada ministra! O seu colega de bancada indicado pelo golpista Temer, atendeu pedido de um determinado juiz do 8º juizado do Paraná e de uma delegada chamada Elika (de novo uma mulher!) que proibiram a divulgação de matérias do jornalista Marcelo Auler (já estou achando que é perseguição viu Auler?) porque no entendimento do ex-advogado do PCC, “a decisão do juiz foi legal por não ter sido censura prévia, mas realizada a partir da análise do que foi publicado. Para ele, a censura é uma forma de reparação de dano.”
Alguém duvida que a censura, pelo menos com o indicado do golpista, ressuscitou?
Eu não… mas como nenhum dos ministros do STF se pronunciou apesar de considerarem inconstitucional, tudo indica que aprovaram.
Marcelo Auler, você está sendo censurado por um ministro indicado pelo golpista. Isto significa que você está do lado correto. Do nosso lado, como sempre.
Maristela Farias – DRT 1778/PE

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

POR QUE QUEREM ME CONDENAR?

A VERDADE DE LULA:CARTA ESCRITA EM 2016






Why they want to convict me
Luiz Inacio Lula da Silva


In over 40 years of activity, my personal life has been constantly scavenged – by security agencies, by political opponents, by the press. For fighting for workers’ freedom to organize themselves, I was even arrested, convicted as a subversive person by the dictatorship’s infamous National Security Law. However, they have never found any dishonest act practiced by me.

I know what I did before, during and after my term as President. And I have never done anything unlawful, nothing that could sully my history. I governed Brazil seriously and with dedication, because I knew a worker could not fail in the Presidency. The false accusations made against me did not aim exactly at me personally, but at the political project I have always represented: of a fairer Brazil, a country that offers opportunities for everyone.

Today, near my 71st birthday, I see my name in the center of a true judicial hunt. They have investigated by personal accounts as well as my wife’s and my sons’ accounts; they have wire-tapped my phone calls and released their content; my house was barged into and I was forced to leave it to render a deposition with no reasonable justification or legal basis. They are searching for a crime to accuse me of, but they haven’t found and will not find one.

Since the beginning of this hunt, during the 2014 presidential campaign, I do everything the justice system determines without abandoning my appointments. I continue to travel all over Brazil participating in meetings held by unions, by social movements, and by political parties to debate and defend Brazil’s transformation project. I did not stop to feel sorry for what was happening or give up on fighting for equality and social justice.

In these events, I always renew my faith in the Brazilian people and in the future of this country. I see that each accomplishment attained under the Workers’ Party’s government is alive in the memory of our people: the Bolsa Família [Family Allowance] Program, the Luz Para Todos [Light for All] Program, the Minha Casa Minha Vida [My House, my Life] Program, the new Pronaf [National Family Agriculture Strengthening Program], the Food Purchase Program, as well as salary increase that enabled the greatest social upward mobility of all times. Our people will not forget the millions of poor and of African-Brazilian youths who began to have access to higher education. Brazil wants more rights, not less rights.

But I cannot remain silent in view of the abuses committed by government agents who use the law as a political persecution instrument. One only has to pay attention to what happened few days before the city elections to verify the hunt against the Workers’ Party: The acceptance of an indictment against me five days after it was presented and the arrest of two former ministers of my government were spectacle-like events that certainly affected the outcome of the elections.

I have never practiced, authorized, or benefited from unlawful activities in Petrobras or in any other government sector. Since the 2014 electoral campaign, a narrative in which the Workers’ Party is no longer a political party, but a “criminal organization” and I am the “head of said organization” is being forged. This idea has been repeated over and over through headlines, magazine covers, radio, and television; it must be proved no matter what, since there are no facts, only convictions.

I do not reject the possibility that my accusers truly believe in this spiteful thesis, maybe judging others according to their own moral code. But even the lack of proportion between the billion reais embezzlement crimes under investigation and what they point out as the alleged loot belonging to the “head” makes evident the plot fallacy.

I also notice law enforcement agents’ dangerous ignorance of how the government and institutions work. I came to this conclusion during the statements I gave to precinct chiefs and prosecution attorneys who did not know how a coalition governments works, how a provisional presidential decree is processed, how a public bidding takes place, or how credit facilities are analyzed, as well as technically and jointly approved in a public bank such as BNDES [Social and Economical National Development Bank].

In addition, in these statements there were no objective questions on the hypotheses of the accusation. I have the impression that they were mere empty bureaucratic rites aiming at following steps and complying with the formality of the proceedings. They certainly did not serve the true exercise of the right to defense.

The fact is that after two years of operations, which are always leaked boisterously, they didn’t find anything connecting my name to the investigated embezzlement crimes. There is not even one penny in my bank accounts that hasn’t been declared to the Brazilian IRS; there is no front organization; there is no secret bank account. I live in the same apartment in São Bernardo for twenty years. Among the dozens of defendants who gave plea bargain agreement statements, none of them reported talking to me about anything unlawful or dishonest, even though public agents insist for them to do so, even as a condition to receive benefits.

The indictments’ frivolity, their lack of proportion and lack of legal basis are surprising and outraging, as well as the eagerness with which they are prosecuted in court. They no longer care about facts, evidences, or rules of the proceedings. They indict and pursue prosecution due to mere conviction – and the fact that higher courts or supervising institutions do not take measures against these abuses is very concerning.

They accuse me, for instance, of unlawfully purchasing an apartment that has never belonged to me – it has never been mine simply because I didn’t want to buy it when I had the opportunity. Not even after the renovations that would obviously be added to the final price. Since it is impossible to prove the property as mine, because it never was, they present a surreal plot to accuse me of concealing it.

They accuse me of corruption for having given lectures to companies investigated by Operation Car Wash. How can I be accused of corruption since I haven’t been a public agent since 2011, when I started to give lectures? And what would be the relation between the Petrobras embezzlement crimes and the –duly documented – presentations I gave to 42 companies and organizations of various industries – and not only the five companies under investigation – for which I charged a fixed price and paid taxes?

My accusers know I did not embezzle money, I was not corrupted or tried to obstruct justice, but they cannot admit that. They cannot go back after promoting a true massacre on the media. They became prisoners of the lies they told, mostly in biased and poorly investigated news reports. They are condemned to convict and have to evaluate the fact that if they do not arrest me they will be the ones demoralized before the public opinion.

I try to understand this hunt as part of the political dispute – even though it is a revolting method. It is not Lula who they want to convict: they want to convict the political project I represent along with millions of Brazilians. In their attempt to destroy a current of thought, they are destroying the principles of democracy in Brazil.

I must point out that we, of the Workers’ Party, have always supported the investigation, trial, and punishment of whoever embezzles money from the people. This is not a rhetorical statement: we actually fight corruption. No one has done so much to create transparency and control mechanisms aimed at public funds; to strengthen the Federal Police, the IRS, and the Federal Attorney’s Office; to approve in Congress more efficient anti-corruption and anti-organized crime laws. Even the prosecuting attorneys who accuse us acknowledge that.

I have a clear conscience and I am recognized by the people. I trust that sooner or later Justice and truth will prevail, even if in History books. What concerns me, and all democrats as well, are the repeated violations to the Rule of Law. The shadow of the state of exception is rising over the Country.

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Lawfare
ITUC



Por que eles querem me condenar

Luiz Inacio Lula da Silva


Em mais de 40 anos de atividade, a minha vida pessoal tem sido constantemente investigada por agências de segurança, por opositores políticos, pela imprensa. Para lutar pela liberdade dos trabalhadores para se organizarem, fui mesmo preso, condenado como uma pessoa subversiva pela infame lei nacional de segurança da ditadura. No entanto, nunca encontraram nenhum ato desonesto praticado por mim.

Eu sei o que fiz antes, durante e depois do meu mandato como presidente. E nunca fiz nada de ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Eu regi o Brasil a sério e com dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na presidência. As falsas acusações feitas contra mim não me atingiram pessoalmente, mas ao projeto político que sempre desejei:: de um país mais justo, um país que oferece oportunidades para todos.

Hoje, perto do meu 71º aniversário, vejo o meu nome no centro de uma verdadeira caça judicial. Eles investigaram minhas contas pessoais, bem como as contas da minha esposa e dos meus filhos; eles têm escutas telefónicas e lançam o seu conteúdo na imprensa; a minha casa foi invadida e eu fui forçado a deixá-la para fazer um depoimento sem nenhuma razoável Justificação ou base jurídica. Eles estão à procura de um crime para me acusar, mas não encontraram e não vão encontrar nenhum.

Desde o início desta caçada, durante a campanha presidencial de 2014, faço tudo o que o sistema de justiça determina sem abandonar as minhas convicções. Eu continuo a viajar em todo o Brasil participando de reuniões realizadas por sindicatos, por movimentos sociais, e por partidos políticos para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não deixei de sentir pena do que se passava ou de deixar de lutar pela igualdade e pela justiça social.

Nestes eventos, eu sempre renovei a minha fé no povo brasileiro e no futuro deste país. Eu vejo que cada conquista alcançada sob o governo do partido dos trabalhadores está viva na memória do nosso povo: o Bolsa Família,  Programa Luz para Todos,  Programa, Minha Casa Minha Vida, o novo Pronaf - o programa de reforço da agricultura da família nacional, o programa de compra de alimentos, bem como o aumento do salário que permitiu a maior mobilidade social de todos os tempos. O nosso povo não esquecerá. Os milhões de pobres e de jovens afro-Brasileiros que começaram a ter acesso ao ensino superior. O Brasil quer mais direitos, não menos direitos.

Mas não posso permanecer em silêncio perante os abusos cometidos por agentes do governo que usam a lei como instrumento de perseguição política. Temos que prestar atenção ao que aconteceu poucos dias antes das eleições municipais para verificar a caça contra o partido dos trabalhadores: a aceitação de uma acusação contra mim cinco dias depois de ter sido apresentada e a detenção de dois ex-Ministros do meu governo foram espetáculo - tal como os acontecimentos que certamente afetaram o resultado das eleições.

Eu nunca tinha praticado, autorizado, ou me beneficiado de atividades ilegais na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, uma narrativa em que o partido dos trabalhadores já não é um partido político, mas uma " organização criminosa " e eu sou a " Chefe da dita organização " foi forjada. Esta ideia tem sido repetida várias vezes através de manchetes, capas de revistas, rádio e televisão, mas tem de ser provado, não importa o que, uma vez que não existem fatos, apenas condenações.

Não Rejeito a possibilidade de que os meus acusadores acreditem nesta tese rancorosa, talvez a julgar os outros de acordo com o seu próprio código moral. Mas mesmo a falta de proporção entre os bilhões de reais crimes de desfalque sob investigação e o que eles apontam como o suposto saque que pertence à "cabeça" torna evidente a falácia do enredo.

Temos que perceber a ignorância perigosa dos agentes da aplicação da lei sobre a forma como o governo e as instituições funcionam. Cheguei a essa conclusão durante as declarações que dei aos chefes de estado e procuradores que não sabiam como os governos de coalizão funcionam, como um decreto presidencial provisório é processado, como uma licitação pública tem lugar, ou como as facilidades de crédito são analisadas, também Como tecnicamente e em conjunto aprovado num banco público como o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econõmico.

Além disso, nestas declarações não houve perguntas objetivas sobre as hipóteses da acusação. Tenho a impressão de que eram meros ritos burocráticos vazios que objectivavam a seguir passos  conforme a formalidade do processo. Eles certamente não visavam o verdadeiro exercício do direito à defesa.

O fato é que depois de dois anos de operações, que sempre são gargalhadas, não encontraram nada que ligue o meu nome aos crimes de desfalque investigados. Não há nem um centavo nas minhas contas bancárias que não foram declaradas para as finanças brasileiras; não há nenhuma organização da frente; não há conta bancária secreta. Eu moro no mesmo apartamento em São Bernardo por vinte anos. Entre as dezenas de réus que deram declarações de segundo o acordado as autordades, nenhum deles relatou falar de nada ilegal ou desonesto, ainda que os agentes públicos insistiam para que eles o façam, como uma condição para receber benefícios.

A acusação,  e a falta de base jurídica são surpreendentes e conservadoras, bem como a ânsia com que são processados no Tribunal. Já não se importam com fatos, provas ou regras do processo. Eles prosseguem nos processos judiciais devido à mera convicção  e o fato de os tribunais superiores ou as instituições de supervisão não tomarem medidas contra estes abusos é muito preocupante.

Acusam-me, por exemplo, de comprar ilegalmente um apartamento que nunca me pertenceu, nunca foi meu simplesmente porque não queria comprá-lo quando tive a oportunidade. Nem mesmo depois das modificações, que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço final. Uma vez que é impossível provar a propriedade como a minha, porque nunca foi, eles apresentam uma conspiração surreal para me acusar de escondê-la.

Acusam-me de corrupção por ter dado palestras a empresas investigadas pela operação de lavajato. Como posso ser acusado de corrupção, já que não sou um agente público desde 2011, quando comecei a dar aulas? E qual seria a relação entre os crimes de desfalque da Petrobras e as - devidamente documentadas palestras que eu dei a 42 empresas e organizações de várias indústrias - e não apenas as cinco empresas sob investigação - para as quais eu paguei um preço fixo e impostos pagos O quê?

Os meus acusadores sabem que eu não desviei o dinheiro, não fui corrompido ou tentei obstruir a justiça, mas eles não podem admitir isso. Não podem voltar atrás depois de promover um verdadeiro massacre nos meios de comunicação social. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que disseram, principalmente em relatórios de notícias parcial e mal investigados. Estão condenados a condenar e têm de avaliar o fato de que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados diante da opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, apesar de ser um método revoltante. Não é Lula quem eles querem condenar: eles querem condenar o projeto político que eu represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão a destruir os princípios da democracia no Brasil.

Devo salientar que nós, do Partido dos Trabalhadores, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem quer que seja que desvia dinheiro do povo. Não se trata de uma afirmação retórica: Nós, na verdade, lutamos contra a corrupção. Ninguém fez tanto para criar mecanismos de transparência e de controle destinados a fundos públicos, para reforçar a Polícia Federal, o IRS, e o gabinete do Procurador Federal, para aprovar no congresso uma lei anti-corrupção e anti-crime mais eficaz. Até os advogados de acusação que nos acusam  reconhecem isso.

Tenho uma consciência clara e sou reconhecido pelo povo. Acredito que, mais cedo ou mais tarde, a justiça e a verdade irão prevalecer, mesmo que nos livros de história. O que me preocupa, e todos os democratas, são as repetidas violações ao estado de direito. A sombra do estado de excepção está a subir sobre o país.

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