segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ANGELINA JOLIE DESABAFA APÓS VISITAR CAMPO DE REFUGIADOS: "NUNCA VI NADA PARECIDO"


Redação Pragmatismo

"Não vi nada que se compare ao sofrimento que estou testemunhando agora". Em artigo no New York Times, Angelina Jolie desabafa após visitar campos de refugiados onde sírios e iraquianos estão abrigados

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Embaixadora da boa vontade a ONU, a atriz Angelina Jolie visitou, no último domingo (25), campos de refugiados de onde sírios e iraquianos estão abrigados em razão dos conflitos que atingem a região, e resolveu se pronunciar sobre o assunto em um artigo publicado no jornal The New York Times, na quarta-feira (28).
Leia abaixo trechos do artigo:
“Visitei o Iraque 5 vezes desde 2007, e não vi nada que se compare ao sofrimento que estou testemunhando agora. Vim visitar os campos de refugiados onde iraquianos e sírios estão procurando desesperadamente por proteção contra os combates que atingem suas regiões”, contou.
“Por muitos anos visitei acampamentos, e todas as vezes, eu me sento em uma barraca para ouvir histórias. Eu tento fazer o meu melhor para dar apoio. Para dizer algo que vai mostrar solidariedade e dar algum tipo de orientação. Nesta viagem eu fiquei sem palavras”, diz.
“O quê dizer a uma mãe com lágrimas correndo pela face, que diz que a sua filha está nas mãos do Estado Islãmico, e diz que desejaria estar lá também? Mesmo que tiversse que ser torturada e estuprada, ela diz, seria melhor do que não estar com sua filha”, conta ela que, ao lado de Brad Pitt, é mãe de seis crianças.
“O quê dizer a uma criança de 13 anos que descreve os armazéns onde ela e outras viviam, em que, três de cada vez, eram chamadas para ser estupradas por homens?”, indagou Angie. “Quando o irmão dela descobriu, se matou”. Ela continua: “Como você pode falar quando uma mulher da sua idade te olha nos olhos e lhe diz que toda a sua família foi morta em frente a ela, e que ela agora vive sozinha em uma barraca e tem rações alimentares mínimas?”.
“Na tenda seguinte, conheci uma família de 8 crianças. Sem pais. Pai assassinado. Mãe desaparecida, provavelmente raptada. O garoto de 19 anos é o ganha pão. Quando comentei que era uma grande responsabilidade para sua idade, ele apenas sorriu e abraçou a irmã mais nova. Ele diz ser grato pela oportunidade de trabalhar para ajudá-los. Ele realmente quer dizer isso. Ele e sua famíli são a esperança para o futuro. Eles são resistentes contra o impossível”.
A atriz conclui pedindo ajuda das autoridades e a comunidade internacional. “Não é o suficiente defender os nossos valores em casa, em nossos jornais e em nossas instituições”, escreve ela. “Nós também temos que defendê-los nos campos de refugiados do Oriente Médio, e nas cidades-fantasma em ruínas da Síria.”
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