FRONTEIRAS DO PENSAMENTO
“Educação é, obviamente, um direito humano. E o acesso à Internet é tão fundamental neste processo de aprendizado que, por extensão, é quase que certamente um direito humano. Em um curto período de tempo, será ainda mais, porque aqueles que não têm acesso a escolas terão que aprender por conta própria." - Nicholas Negroponte
Em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o acesso à internet deve ser tratado como um direito humano. Nicholas Negroponte, cientista norte-americano, idealizador do projeto One Laptop per Child, levou isso a sério. Negroponte, fundador do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachussets, tem se dedicado a tornar a web realmente global.
Negroponte defende a utilização de satélites geoestacionários para possibilitar o acesso a uma internet eficiente e independente das condições estruturais de cada país ou de interesses privados. Atualmente, há cerca de três bilhões de usuários na internet – 40% da população mundial. Segundo o cientista, elevar este número para quatro ou cinco bilhões não é a tarefa mais difícil ou importante: a grande questão é "dar acesso ao último bilhão", que são as pessoas em áreas de baixa densidade demográfica, a maioria em áreas rurais que não podem arcar com a construção de instituições convencionais de ensino ou com o custo da capacitação de pessoas locais.
Satélites já são realidade nas maiores empresas virtuais do mundo. A Google anunciou que colocaria em órbita cerca de 180 satélites de conectividade, de baixa órbita. Assim como o Facebook, que também está investindo em satélites para expandir o acesso à internet a áreas remotas.
Em janeiro de 2015, a Google, juntamente com a empresa Fidelity, investiu US$ 1 bilhão na SpaceX, fabricante de foguetes e satélites. Há rumores de que a Google estaria em negociações para comprar a Skybox Imaging, que oferece imagens de satélite em alta resolução, com o objetivo de construir um sistema para acesso à internet para áreas distantes a um custo mais baixo e com qualidade melhor, rivalizando com cabos de fibra ótica.
Diferente dos outros tipos de satélites, o geoestacionário é posicionado no espaço de uma forma que, acompanhando o movimento da Terra, comporte-se como se estivesse sempre parado em relação ao nosso planeta. Para tanto, ele deve orbitar sempre a uma distância fixa de 35.786 km acima do nível do mar, no plano do equador da Terra. Por isso, é mais adequado para atender regiões onde as comunicações dependam exclusivamente deste artefato.
A área de abrangência dos satélites geoestacionários tornaria o acesso à web de fato global de forma rápida e barata, defende Negroponte. Um satélite estacionado sobre a Europa poderia levar internet para toda a África, que, atualmente, não utiliza 50% de sua banda e cujo acesso chega apenas na África do Sul, Egito e Marrocos. Ou seja, extremo norte e extremo sul do continente.
No Brasil, de acordo com o Ministério das Comunicações, o primeiro satélite geoestacionário será lançado até 2016 para “levar banda larga a regiões isoladas e proteger informações estratégicas do país".

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