quinta-feira, 7 de maio de 2015

Silencio e Mutismo...não confundir jamais

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“Mutismo é ignorar ou ser ignorado, solidão que machuca, fechar-se para a vida. Silêncio é liberdade. O comum é confundir os dois.

Nem a aparência é a mesma. A face da pessoa em silêncio é serena, tem um quê iluminado. A face da pessoa em mutismo é amargurada, um quê sombrio.

 Quando dialogar, negociar, discutir, brigar e surtar, depois orar, perdoar e calar não resolvem a situação, e, pelo contrário, encher a mente de ressentimento e uma recusa sistemática ao diálogo civilizado, é porque a vida está empurrando a pessoa para sair dessa zona de conflito e descobrir que mutismo é veneno e silêncio é cura. Se alguém que você ama te ignorar e isso fizer você sofrer, lembre-se, não existe um só ser humano na face da terra, que ao endurecer o coração, a ponto de ignorar quem o ama, não esteja igualmente mergulhado em sua natureza de sofrimento, de inconsciência. 

Ele pode estar vivendo o lado mais sombrio do ego. Você sofre porque aquele que você ama, refugiou-se na noite escura e fria da alma. Por isso, se você se iluminar na vibração da compreensão e da compaixão, em vez de mágoa e raiva, você vai se libertar, o desequilíbrio vai silenciar, e aí sim, você pode resolver o que está destinado a solucionar. 

Agora, se achar que não vale a pena, o juiz sempre é você. O fato é que não precisa se condenar a sofrer pelo mutismo, seu ou do outro. Vá para a liberdade, renuncie ao sofrimento. Silêncio é divino. Nunca mais os confundirá. O beabá do autoconhecimento começa na compreensão exata das palavras.”



Nilsa Alarcon e J. C. Alarcon

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